Os servidores municipais de Novo Hamburgo decidiram durante assembleia, nesta terça-feira, manter a greve por tempo indeterminado. Na segunda-feira, eles rejeitaram nova proposta da prefeitura, aprovada na Câmara de Vereadores. O presidente do Grêmio Sindicato dos Funcionários Municipais de Novo Hamburgo, Wandelci Dornelles de Jesus, diz que o foco de reivindicação é o reajuste salarial. Porém, há outros 13 itens que também devem ser discutidos, como melhores condições de trabalho.
“Estamos elaborando um documento ‘pós-greve’ e devemos apresentá-lo ao Executivo. Na pauta, requeremos negociação dos dias parados e debate sobre a isonomia salarial, especialmente na área da saúde”, explicou o dirigente sindical. Nova assembleia está programada para sexta-feira.
O prefeito de Novo Hamburgo, Luis Lauermann, salienta que foi aprovado reajuste de 8,41% e que os vencimentos dos professores do município estão entre os maiores do Estado. “O salário inicial de um professor, de 40 horas, com curso superior, é de R$ 3.501,40. Estamos propondo o pagamento da integralidade da inflação em um cenário de restrições orçamentárias. Não tem sentido a continuidade desta greve”, disse o prefeito.
Segundo ele, a partir de agora os servidores terão descontos no cartão-ponto. “Contamos com 24 mil alunos na rede municipal. Destes, mais de dois terços estão sendo prejudicados.” A paralisação dos professores começou dia 29 de abril e a das demais categorias, dia 4 de maio.
Municipários mantêm greve por tempo indeterminado em Novo Hamburgo
Sindicato rejeitou parcelamento de reajuste e cobrou outros 13 itens da prefeitura