Um grupo de municipários realiza na manhã desta terça-feira uma grande manifestação na avenida Flores da Cunha, em frente à prefeitura de Cachoeirinha, na região Metropolitana. Os servidores paralisaram todos os serviços da cidade e protestam contra projeto que "cortaria aumento salarial" da categoria , encaminhado pelo governo municipal.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha, Guilherme Runge, os reajustes conquistados pelos servidores correm o risco de serem derrubados. "Hoje estamos fazendo uma paralisação geral nos serviços contra o golpe nos salários. Desde o ano passado, na campanha salarial, nós garantimos os índices de reajustes. Todos estavam garantidos em lei para o mês de novembro, totalizando pouco mais de 6%. Mas o administração municipal enviou um projeto para a Câmara para acabar com o aumento e acabar com os reajustes para 2016. Eles querem congelar os ganhos dos salários, fazendo com que a gente fique com o mesmo valor até maio de 2017", explicou em entrevista à Rádio Guaíba.
Por conta do protesto, o trânsito na avenida Flores da Cunha foi bloqueado nos dois sentidos. Servidores usaram faixas, cartazes e apitos em frente à prefeitura. Segundo Runge, uma reunião está prevista para hoje e à tarde os servidores irão avaliar a proposta da negociação em assembleia. "Se a oferta não for satisfatória, nós vamos para a greve. Ainda hoje podemos cruzar os braços, efetivando o movimento para esta quarta-feira", disse.
O secretário municipal de governo de Cachoeirinha, Xavier Espíndola, afirmou que em função da crise financeira o prefeito Vicente Pires encaminhou um projeto para Câmara de Vereadores suspendendo a semestralidade dos reajustes, passando para anuidade. "Não temos condições de pagar e por isso ele terminou com a semestralidade. Não revogamos nada. Nós já tínhamos um entendimento com a representação dos servidores, mas eles desistiram daquilo que foi negociado", afirmou em entrevista ao site do Correio do Povo.
Municipários protestam contra corte em aumento de salários em Cachoeirinha
Servidores querem manter reajustes para novembro e para 2016