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Municipários protestam contra corte em aumento de salários em Cachoeirinha

Servidores querem manter reajustes para novembro e para 2016

Municipários realizam manifestação em Cachoeirinha
Municipários realizam manifestação em Cachoeirinha Foto : Márcio Gomes / Especial / CP
Um grupo de municipários realiza na manhã desta terça-feira uma grande manifestação na avenida Flores da Cunha, em frente à prefeitura de Cachoeirinha, na região Metropolitana. Os servidores paralisaram todos os serviços da cidade e protestam contra projeto que "cortaria aumento salarial" da categoria , encaminhado pelo governo municipal.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha, Guilherme Runge, os reajustes conquistados pelos servidores correm o risco de serem derrubados. "Hoje estamos fazendo uma paralisação geral nos serviços contra o golpe nos salários. Desde o ano passado, na campanha salarial, nós garantimos os índices de reajustes. Todos estavam garantidos em lei para o mês de novembro, totalizando pouco mais de 6%. Mas o administração municipal enviou um projeto para a Câmara para acabar com o aumento e acabar com os reajustes para 2016. Eles querem congelar os ganhos dos salários, fazendo com que a gente fique com o mesmo valor até maio de 2017", explicou em entrevista à Rádio Guaíba.  

Por conta do protesto, o trânsito na avenida Flores da Cunha foi bloqueado nos dois sentidos. Servidores usaram faixas, cartazes e apitos em frente à prefeitura. Segundo Runge, uma reunião está prevista para hoje e à tarde os servidores irão avaliar a proposta da negociação em assembleia. "Se a oferta não for satisfatória, nós vamos para a greve. Ainda hoje podemos cruzar os braços, efetivando o movimento para esta quarta-feira", disse.

O secretário municipal de governo de Cachoeirinha, Xavier Espíndola, afirmou que em função da crise financeira o prefeito Vicente Pires encaminhou um projeto para Câmara de Vereadores suspendendo a semestralidade dos reajustes, passando para anuidade. "Não temos condições de pagar e por isso ele terminou com a semestralidade. Não revogamos nada. Nós já tínhamos um entendimento com a representação dos servidores, mas eles desistiram daquilo que foi negociado", afirmou em entrevista ao site do Correio do Povo.