Os servidores, que estão em greve há nove dias, pedem a reposição da inflação com avanço na recuperação das perdas salariais (o pedido original era de 20%), entre outras medidas, como reajuste no vale alimentação e garantia de plano de saúde. O Executivo ofereceu, até agora, o reajuste inflacionário, de 6,28%, em uma parcela, e confirmou o corte de ponto de quem parou de trabalhar.
A paralisação afeta serviços como educação, saúde, limpeza urbana e distribuição de água. Os grevistas seguem com piquetes em frente aos portões do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae).
Segundo a Prefeitura, o Sindicato dos Municipários (Simpa) segue descumprindo uma decisão judicial que proíbe, desde a sexta-feira passada, obstruções em garagens e unidades de departamentos para que os serviços essenciais sejam prestados à população da Capital. A multa imposta é de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento. Em nota, emitida ontem, o Executivo deixa claro só volta a receber a direção do Sindicato quando for cumprida a determinação judicial. O Simpa encaminhou uma contraproposta à Prefeitura, mas os pedidos só serão apreciados quando a decisão for cumprida.
Conforme despacho judicial, a conduta fere o direito de ir e vir e retira da população o direito aos serviços essenciais de abastecimento de água e tratamento de esgotos, que se constituem em direito à vida e que não podem ser sobrepujados pelo direito de greve.
Conforme a diretora de Comunicação do Simpa, Carmen Padilha, porém, a presença de servidores nas entradas das unidades não é um ato ilegal, diferente da instalação de piquetes e barricadas que impedem o acesso. “A decisão judicial não proíbe a presença de trabalhadores em frente as entradas das unidades. Os servidores entraram em greve e por isso nos temos setores paralisados no Dmae e não pela ação do piquete, mas pela vontade dos servidores”, frisou. Já a Prefeitura garante que os piquetes do Dmae envolvem servidores que não pertencentes ao quadro funcional do Departamento.