Os municipários de Porto Alegre começaram a retornar ao trabalho nesta sexta-feira depois de 15 dias de greve. No entanto, a categoria deve voltar integralmente na segunda-feira. Em escolas municipais, postos de saúde, assim como no serviço de limpeza urbana e secretarias, a rotina é normal. Alguns dos servidores retomaram à atividade, inclusive, na quinta-feira, em regime de plantão.
A greve teve a adesão de servidores de diversos departamentos e afetou, principalmente, as aulas em escolas públicas do município. Das 98 escolas, 76 foram afetadas, sendo que 26 paralisaram e 50 funcionaram parcialmente. Apenas 22 não foram prejudicadas pela greve.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), as escolas afetadas deverão se reunir com a comunidade para definir um novo calendário e recuperar as aulas que foram perdidas. Cada instituição irá construir seu plano individual e apresentar a proposta à Secretaria. No entanto, a proposta deve respeitar os sábados e feriados, que não poderão ser utilizados como dias letivo. Além disso, as aulas devem ser realizadas em um único turno a cada dia.
As instituições podem optar por recuperar o período parado durante as férias de julho ou no final do ano, no período de recesso que antecede o Natal e que normalmente os alunos não têm mais aulas. Ainda, se for necessário, podem utilizar o mês de janeiro. Na começo da próxima semana, uma data deve ser estipulada para a entrega do calendário à Smed.
Segundo a diretora do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha, na segunda-feira, todos os trabalhadores estarão atuando efetivamente e esforços serão feitos para recuperar os dias paralisados. “Aceitamos a proposta e resolvemos paralisar. Agora vamos retomar o trabalho e recuperar esses dias”.
Ainda em paralelo ao retorno ao trabalho, os municipários acompanham o envio, à Câmara de Vereadores, do projeto de lei que altera o cálculo da remuneração no efeito cascata. A suspensão da paralisação se deu na quarta-feira, em assembleia, após a prefeitura ter proposto aos servidores a compensação dos dias em que eles estiveram paralisados e o projeto de lei que reorganiza o sistema de remuneração dos trabalhadores, entre outros itens.
Municipários retornam ao trabalho depois de 15 dias de greve
Instituições podem optar por recuperar período parado durante as férias de julho ou no final do ano