Representantes dos mucipários de Porto Alegre vão se reunir com o prefeito Nelson Marchezan Jr. na próxima segunda-feira. O encontro foi agendado pela Câmara de Vereadores, que vem intermediando as negociações, nesta sexta. Pela manhã, um grupo de servidores entrou em confronto com a Guarda Municipal durante uma manifestação.
A reunião com Marzhezan foi marcada para as 16h de segunda-feira no Paço Municipal. Além do prefeito estão presentes técnicos do Executivo, líderes do comando de greve dos municipários e vereadores.
Os representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e do comando de greve sustentam que o desejo da categoria é a retirada de tramitação dos três projetos de leis do Executivo que tratam sobre alterações nos direitos e benefícios dos servidores municipais. Com a manifestação do vice-prefeito Gustavo Paim, que reiterou a disponibilidade do governo para esclarecimentos e debate sobre as propostas, o Simpa sugeriu o estabelecimento de um calendário de ações para análises, debates e adequações às propostas, com a ressalva de que a votação ocorra após esse processo.
A reunião desta sexta-feira, que durou cerca de 2h30min, também contou com as presenças dos vereadores Luciano Marcantônio (PTB), Ricardo Gomes (PP), Marcelo Sgarbossa (PT), Clóvis Conceição (DEM), Cláudio Janta (SD), João Carlos Nedel (PP) e André Carús (PMDB) e das vereadoras Mônica Leal (PP), Sofia Cavedon (PT) e Comandante Nádia (PMDB), além do presidente do Simpa, Alberto Terres, e cinco representantes do comando de greve dos municipários.
O confronto entre municipários em greve e a Guarda Municipal deixou ao menos 14 feridos na manhã desta sexta-feira. O conflito ocorreu próximo à antiga sede da prefeitura de Porto Alegre. Segundo os municipários, dez servidores tiveram escoriações, sendo que dois foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro com ferimentos mais graves. Já a prefeitura diz que quatro agentes também sofreram lesões.
Municipários terão nova reunião com Marchezan na segunda-feira
Encontro foi agendada pela Câmara, que está intermediando as negociações