Everton Zielke, 47 anos, estava trabalhando na sala que foi atingida pelos pedaços do muro que cedeu. “Quando escutei o barulho, coloquei a mão na cabeça para me proteger. O teto cedeu e os entulhos estouraram na minha frente destruindo a mesa de trabalho e atingindo minha perna. Se estivesse uns 30 centímetros para frente poderia ser fatal”, relatou. Conforme a vítima, esse foi o terceiro acidente provocado pela construção.“Uma vez um pé de cabra caiu na loja. Na segunda vez foram ferros de construção”.
O local do acidente foi isolado e lacrado pelo Corpo de Bombeiros, que fará uma vistoria nas condições do prédio de onde caíram os escombros. O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Passo Fundo está sendo esperado para fazer o laudo do ocorrido. “Três funcionários não estão trabalhando em função da interdição das salas”, salienta Everton.
De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas do município, Ênio Faitão, a obra já havia sido interditada quando da queda do pé de cabra: “Na época do ocorrido, a construtora tomou as medidas de segurança necessárias e liberamos a obra. Agora faremos uma nova vistoria e se preciso será embargado novamente”.