Além das consultas, foram disponibilizados 60 exames de mamografia e 60 ecografias mamárias. “Está garantida a continuidade do tratamento, como punções, biópsias, quimioterapia, cirurgias e reconstruções mamárias, nos casos em que houver constatação da doença”, frisou. Pedrini lembrou que no Mutirão da Mama 2009, houve a constatação de quatro casos de câncer entre as 80 mulheres atendidas. “Realizamos o mutirão para possibilitar acesso direto e facilitado ao serviço”, disse.
Pedrini destacou que nódulos, retração da pele, desvio ou retração do mamilo, edema e úlcera de pele, aumento da vascularização localizada, sangramento do mamilo e caroço duro na axila são importantes sinais de alerta. “O autoexame é simples e fácil”, atestou. Lembrou que, no Brasil, surgem 50 mil novos casos de câncer de mama por ano, sendo 5 mil no Rio Grande do Sul. A doença, que mata 10 mil brasileiras anualmente, é a maior causa de morte em mulheres gaúchas com idades entre 15 e 49 anos.
“O Hospital Conceição oferece assistência completa em saúde mamária, com tratamento totalmente custeado pelo Sistema Único de Saúde”, assinalou. De acordo com o médico, legislação federal assegura o direito a implante de prótese de silicone ou cirurgia de reconstrução sem ônus.
Voluntárias do Grupo da Mama do Conceição também participaram da atividade, orientando as mulheres quanto à prevenção, além de relatarem suas experiências, buscando desmistificar a doença. O mutirão marcou os 30 anos da primeira cirurgia conservadora por câncer de mama realizada no hospital. “O diagnóstico precoce é a melhor maneira de curar o câncer de mama”, sintetizou a presidente do Grupo da Mama Conceição, Flávia Teresinha Nunes.
Entre as que madrugaram para assegurar atendimento estava a aposentada Elaide Medianeira Encarnação de Souza, 52. “Constatei a presença de nódulos no meu seio e resolvi aproveitar a oportunidade para me tratar”, disse. A também aposentada Antonia Ribeiro, 63, é frequentadora assídua dos mutirões. “Aa prevenção é a melhor alternativa”, afirmou.