Segundo Gorelik, o alto índice de incidência da doença no Estado está relacionado ao fato de que a maior parte da população tem a pela mais clara e pela grande quantidade de pessoas que trabalham na agricultura expostas diretamente ao sol. Ele explicou que, além disso, há um descuido com a proteção da pele. “O ideal é que as pessoas usassem filtro solar com no mínimo fator 30. Mas o que se vê muitas vezes é o contrário. São pessoas buscando se expor ainda mais ao sol”, afirmou.
No ambulatório, a movimentação começou cedo. Mesmo com a chuva, muitas pessoas chegaram antes das 7h para conseguir ficha. Aos 70 anos, Ana Scviders, de Viamão, aproveitou a campanha para verificar algumas manchas que apareceram recentemente. Ela participou da ação junto com o filho Dirceu, que aprovou a iniciativa. “É importante porque agiliza o atendimento”, avaliou. O alerta é grande ainda com a chegada da temporada de verão.
Segundo o coordenador do ambulatório, o sol deve ser evitado entre 11h e 17h, quando a incidência dos raios são mais fortes. Além disso, quem tem a pele mais clara deve tomar outros cuidados, como utilizar chapéu ou algum protetor extra para o rosto. A coordenadora do Programa de Controle do Câncer da Pele da SBD/RS, Miriam Pargendler Peres, ressaltou que o crescimento no número de casos está diretamente relacionado à exposição inadequada ao sol. Assim, ela destacou a importância da identificação precoce. O ideal é que as pessoas fiquem atentas ao surgimento de manchas escuras ou mesmo aquelas feridas que demoram muito tempo para cicatrizar. Em caso de dúvidas, o ideal é procurar um dermatologista, indica ela.