Geral

Mutirão dos Correios entrega 1,3 milhão de correspondências no RS

Outras 800 mil seguem atrasadas nas unidades de triagem por conta da greve

Os Correios divulgaram balanço do segundo mutirão nacional, realizado em todo o País nesse final de semana, em função da greve dos funcionários que completou 13 dias, nesta segunda-feira. No Rio Grande do Sul, foram entregues 1,3 milhão de correspondências atrasadas. Outros 800 mil objetos seguem retidos nas unidades de triagem da estatal.

No total, 1,5 mil servidores que não aderiram à paralisação participam do mutirão, recebendo em troca o pagamento de horas extras e do repouso trabalhado. No Pais, foram entregues 9,4 milhões de cartas e encomendas. Além disso, mais 27 milhões de objetos postais foram preparados para a entrega. Também em função da greve dos Correios, a Estação Rodoviária de Porto Alegre ressaltou ter verificado um aumento de 20% no volume de entrega de encomendas pelo transporte rodoviário, entre pacotes e documentos.

Hoje, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que os Correios não negociarão com os trabalhadores em greve o pagamento dos dias parados. Segundo o ministro, quase 80% servidores que paralisaram já voltaram ao trabalho. A Federação dos Servidores da ECT rebate garantindo que pelos menos 75% dos 107.940 trabalhadores aderiram à paralisação, iniciada no dia 14. A entidade representativa dos funcionários entrou com ação na Justiça na tentativa de impedir o desconto.

Na última sexta-feira, os Correios rejeitaram a contraproposta apresentada pela Fentect, que pede um aumento linear de R$ 200, a reposição da inflação de 7,16% e o aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. A categoria também exige a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público dos Correios. Já a empresa manteve a proposta apresentada antes do início da greve: reajuste salarial de 6,87%, mais aumento real de R$ 50 e abono de R$ 800.


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