No total, 1,5 mil servidores que não aderiram à paralisação participam do mutirão, recebendo em troca o pagamento de horas extras e do repouso trabalhado. No Pais, foram entregues 9,4 milhões de cartas e encomendas. Além disso, mais 27 milhões de objetos postais foram preparados para a entrega. Também em função da greve dos Correios, a Estação Rodoviária de Porto Alegre ressaltou ter verificado um aumento de 20% no volume de entrega de encomendas pelo transporte rodoviário, entre pacotes e documentos.
Hoje, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que os Correios não negociarão com os trabalhadores em greve o pagamento dos dias parados. Segundo o ministro, quase 80% servidores que paralisaram já voltaram ao trabalho. A Federação dos Servidores da ECT rebate garantindo que pelos menos 75% dos 107.940 trabalhadores aderiram à paralisação, iniciada no dia 14. A entidade representativa dos funcionários entrou com ação na Justiça na tentativa de impedir o desconto.
Na última sexta-feira, os Correios rejeitaram a contraproposta apresentada pela Fentect, que pede um aumento linear de R$ 200, a reposição da inflação de 7,16% e o aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. A categoria também exige a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público dos Correios. Já a empresa manteve a proposta apresentada antes do início da greve: reajuste salarial de 6,87%, mais aumento real de R$ 50 e abono de R$ 800.