Durante os nove dias de paralisação, 89,8% da carga foi entregue no prazo no Estado, o equivalente a 191,3 milhões de cartas e encomendas, segundo os Correios. Nesta segunda-feira foram retomados os serviços com hora marcada, suspensos durante a greve, como Sedex Hoje, Sedex 10, Sedex 12 e Disque Coleta.
Os trabalhadores retornaram ao trabalho na sexta-feira, após determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em audiência, o TST definiu em 6,5% o reajuste para os funcionários, retroativo a 1º de agosto. Além disso, foi mantida a cláusula do Acordo Coletivo que trata do plano de saúde, concedido aumento no valor de benefícios como vale-transporte, que passa a ser de R$ 594,68, e vale-refeição, de R$ 26,62.
O TST declarou que a greve iniciada no dia 19 não foi abusiva e determinou que a compensação dos dias parados deve ocorrer no prazo de seis meses, sob pena de desconto salarial. Segundo os Correios, cerca de 11,8 mil trabalhadores aderiram à greve, o correspondente a 9,8% dos 120 mil funcionários do País. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), porém, estima que o percentual de adesão tenha chegado a mais de 40%.