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“Não é por dois ou três que a escola vai parar”, diz secretário

Titular da pasta de Educação concedeu entrevista exclusiva à Rádio Guaíba sobre a greve

Manifestantes acampam em frente ao palácio
Manifestantes acampam em frente ao palácio Foto : Camila Domingues
O secretário Estadual de Educação, Ervino Deon, afirmou, em entrevista exclusiva à Rádio Guaíba, que a pasta e o governo do Estado têm pedido aos pais e responsáveis que levem os alunos às escolas. O Cpers/Sindicato iniciou uma paralisação nesta terça-feira. “Não é por causa de dois ou três [professores ausentes] que a escola vai parar”, afirmou.

Deon classificou a greve dos professores como "fora de propósito". O secretário voltou a afirmar que, mesmo legítima, a paralisação ocorre em um momento inoportuno, próximo ao fim do ano letivo. O secretário defendeu que, se os pais deixarem de levar os alunos às escolas, estarão apoiando uma greve "política e eleitoreira".

Segundo Deon, as escolas estão sendo orientadas a compensar as aulas dos professores que faltarem em função da greve para que nenhum aluno vá para casa sem aula.

Os professores estaduais que aderiram à greve do Cpers/Sindicato iniciaram a concentração em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz, no começo da manhã desta terça-feira. Por volta das 11h, começaram o protesto. Participam da manifestação, também, servidores do Ministério Público, Judiciário, Brigada Militar e Polícia Civil. De acordo com dados da BM, há cerca de 3 mil manifestantes no local.

No começo da manhã, houve um princípio de tumulto em frente à praça, quando policiais militares tentaram impedir que manifestantes armassem barracas. Como não havia documento solicitando interdição, as barracas foram montadas. Policiais militares de seis batalhões, do 4º Regimento de Polícia Montada e do Batalhão de Operações Especiais estão no local.

Porto Alegre

No Instituto de Educação General Flores da Cunha, o diretor Paulo Sartori afirmou que dos 160 professores que integram o quadro, apenas oito paralisaram as atividades.

No Colégio Estadual Júlio de Castilhos, com 1,8 mil alunos no Ensino Médio, as aulas iniciaram normalmente no começo da manhã de hoje. Por volta das 7h30min, dezenas de alunos chegavam ao local. Todos os 36 professores do turno da manhã compareceram ao colégio.

Na escola estadual Ana Neri, no bairro Parque São Sebastião, a diretora Tânia Soares disse que as aulas ocorrem normalmente. Segundo ela, nenhum professor aderiu à greve.

Interior

Em Santa Maria, as duas principais escolas estaduais, Colégio Estadual Manoel Ribas (1,9 mil alunos) e Escola Estadual Cilon Rosa (1,4 mil), estão com aulas normais e realização de provas nesta terça-feira.

Em Novo Hamburgo, apenas as escolas 25 de Julho e Seno Frederico Ludwick registraram a ausência, respectivamente, de dois e três professores. A primeira delas é a maior da cidade, com 88 professores.

Em Pelotas, cerca de 160 educadores e funcionários da rede de ensino estadual aderiram à greve. Alguns retornam ainda hoje ao município e outros devem ficar acampados em barracas na Capital até o dia 22.