A diretora da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e secretária estadual do Meio Ambiente, Ana Pellini, admitiu que o órgão, assim como o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), ainda não encontraram o "furo da bala" sobre que está ocasionando o cheiro de mofo e o gosto desagradável da água entregue em Porto Alegre.
Um amostra foi enviada para um laboratório de São Paulo - o laudo deve ficar pronto no dia 18 de julho. Aí, "nós poderemos ter com mais clareza uma explicação". Ela revelou que a concentração de 35 milhões de bactérias por mililitros encontrada na Casa de Bombeamento 5 do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), localizada quase dois quilômetros acima do ponto de lançamento da Estação de Bombeamento da Trensurb, é uma hipótese. De qualquer forma, a limpeza da caixa de bombeamento da área da Trensurb e da rede da região será executada.
Questionada sobre a possibilidade de consumo direto, a diretora disse que ela só bebe depois de filtrada. "Em casa, eu uso a água entregue pelo Dmae, mas sempre passo por um filtro", contou. "Não é certo que essa bactéria seja a protagonista do problema, nossas equipes ainda estão investigando", pois podem haver outros fatores, declarou. Ana Pellini reforçou que no local existe esgoto doméstico sendo despejado diretamente no Guaíba. Ela explicou que, como o microorganismo se alimenta de matéria orgânica, é natural que a incidência na região seja maior.
"Não achamos o furo da bala", diz diretora da Fepam sobre cheiro e gosto da água
Ana Pellini aguarda análise de laboratório de SP para ter mais clareza sobre o motivo do problema