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Não faltam táxis em Porto Alegre, dizem EPTC e Sintáxi

Usuários reclamaram de escassez do serviço nas festas de fim de ano

População reclamou de falta de táxis no fim de ano
População reclamou de falta de táxis no fim de ano Foto : Vinicius Roratto
Porto Alegre não enfrenta falta de táxis, disseram nesta terça-feira a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e o Sindicato de Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi). As avaliações ocorrem diante da reclamação de usuários em duas ocasiões nos últimos 10 dias: na madrugada do Natal e na segunda-feira após o Ano-Novo.

O diretor de Trânsito e Circulação da EPTC, Carlos Pires, afirmou que a frota de táxi não é deficitária na Capital. Ele explicou que as duas situações registradas são consequência de uma maior procura em um espaço de tempo pequeno. “Nenhuma cidade tem estrutura para absorver com rapidez a demanda neste tipo de situação”, ressaltou.
Pires reconheceu que no Natal o número de profissionais nas ruas foi reduzido, em função das comemorações.

Tanto que para evitar que a mesma situação se repetisse no Ano-Novo houve uma mobilização. “Conversamos com os responsáveis pelas maiores frotas e com o sindicato para que fosse dada uma atenção maior. E isso foi feito. Mas atender a 600 horários extras que vieram do Litoral na segunda-feira, era impossível”, assinalou.

Ele lembrou que casos similares ocorrem em grandes eventos, como jogos de futebol e shows, e pediu a colaboração da população. “Se ampliarmos a frota, provocaremos uma desequilíbrio no sistema, que deixará o serviço mais caro e com qualidade menor, já que não haverá passageiros todo o tempo para suprir a quantidade de carros”, enfatizou. O presidente do Sintáxi, Luiz Nozari, reforça essa tese de que a ampliação da frota seria prejudicial.

Atualmente, a cidade tem 3.922 veículos trabalhando – o equivalente a um táxi para cada 360 habitantes, dentro do padrão internacional. “É preciso levar em consideração a demanda diária quando se discute a elevação da frota. Há táxis disponíveis e suficientes para atender a procura na maior parte do tempo. Uma procura grande em um momento pontual não é justificativa para inchar o sistema. Isso não é bom para o cliente e nem para os profissionais”, observou.

Nozari cita como exemplo o Rio de Janeiro, onde a frota foi elevada excessivamente e a qualidade do serviço caiu drasticamente. “Sem passageiros, o profissional é prejudicado e não vai investir na qualidade do seu veículo. Além disso, o valor cobrado também tende a ser elevado, se a procura for baixa”, disse. Em Porto Alegre, a média de vida da frota dos táxis é de 3,5 anos, considerada uma das mais novas do país.

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