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Não há previsão de liberação da freeway após incêndio de caminhão

PRF e Fepam avaliam risco de produto químico que caiu sob ponte<br />

No sentido interior-Capital, o congestionamento chegou a 1,5 quilômetro enquanto a pista esteve interditada
No sentido interior-Capital, o congestionamento chegou a 1,5 quilômetro enquanto a pista esteve interditada Foto : Arthur Puls
Não há previsão para liberação do tráfego no sentido Porto Alegre-interior, a partir do km 81 da freeway, pelo menos até a manhã desta quarta-feira. O caminhão que capotou e explodiu sobre a ponte do arroio Barnabé ainda recebe rescaldo para evitar novos incêndios e equipes da PRF, Fepam e Concepa avaliam a situação dos tonéis de butanona que rolaram para baixo da rodovia e ainda oferecem algum risco de incêndio.

Conforme a PRF, às 23h50min, carros que ainda tinham ficado bloqueados entre os kms 81 e 86 estavam sendo desviados para retornar à Capital. Enquanto isso, cerca de 30 pessoas trabalhavam no local, principalmente lavando o asfalto e evitando a formação de novos focos de chamas. O caminhão da empresa TransCaxias carregava 120 tonéis de 200 litros de substância inflamável e seguia do Pólo de Cachoeirinha em direção a Barueri, em São Paulo.

O acidente ocorreu por volta das 20h30min e obrigou o bloqueio dos dois sentidos da rodovia, gerando engarrafamentos. Às 21h10min, os bombeiros conseguiram controlar o fogo sobre a pista do sentido interior-Capital, o que possibilitou a liberação do fluxo. O motorista do veículo, Dênis Terras de Souza, com quase 15 anos de experiência, relatou ter notado, do retrovisor do veículo, as primeiras fagulhas. Ele tentou desengatar o cavalo, mas, sem sucesso, bateu contra a mureta da ponte.

A PRF montou um desvio na altura da avenida Assis Brasil para que os motoristas possam retornar através de Cachoeirinha, já que o tráfego pela BR 290 segue interrompido. No sentido interior-Capital, o congestionamento chegou a 1,5 quilômetro enquanto a pista esteve interditada.

Pelo menos duas explosões foram ouvidas em sequência, mas o motorista conseguiu escapar sem ferimentos. A carreta levava uma carga com tonéis da substância química butanona, também conhecida como metil-etil-cetona. É um solvente usado em diversas aplicações industriais.

*Com informações de Luiz Sérgio Dibe.


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