O chefe da Cardiologia do Ambulatório do Sistema Único de Saúde (SUS) do Instituto de Cardiologia da Capital, Eros Magalhões, disse hoje à Rádio Guaíba que a insituição não possui solução a curto prazo para atender as exigências dos pacientes que aguardam horas na fila das senhas para agendamento de consultas. "Nós temos a porta aberta aqui para a entrada dos pacientes, mas não temos uma saída para eles. Não temos estrutura física", explica.
Pacientes cardíacos e familiares precisaram esperar até 11 horas para o início da distribuição, em Porto Alegre. Centenas de pessoas, muitas idosas, passaram a noite e a madrugada desta terça-feira na calçada da avenida Santana, em frente ao Ambulatório.
O agendamento tem abertura a cada seis meses e são distribuídas 25 mil senhas. As consultas são eletivas, de pessoas que marcam a revisão do estado clínico. A demanda de pacientes que procuram atendimento chega a 50 mil.
Magalhães sustenta a ideia de que há uma alta procura de pessoas do Interior e que isso não poderia se estender. "O ideal é que esses pacientes fossem atendidos por seus médicos nas suas cidades de origem. Não há no momento uma fórmula mágica. O que existe é o agendamento virtual, onde a pessoa recebe por telefone a data em que será atendida", completa.
Não há solução rápida para filas no Instituto de Cardiologia, diz chefe do ambulatório
Demanda de pacientes chega a 50 mil pessoas para uma capacidade de 25 mil