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"Não há tempo a perder", diz Conass ao novo ministro da Saúde

Presidente do Conselho divulgou carta direcionada a Marcelo Queiroga, que teve nomeação publicada nesta terça

Nomeação de Queiroga como titular da Saúde foi publicada na tarde desta terça no DOU
Nomeação de Queiroga como titular da Saúde foi publicada na tarde desta terça no DOU Foto : Marcos Oliveira / Brazilian Senate Press Office / AFP / CP

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou, nesta terça-feira, uma carta direcionada ao médico cardiologista Marcelo Queiroga, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como novo ministro da Saúde.

“Mais do que nunca, a população necessita de uma coordenação nacional para o enfrentamento da Covid-19, com ações precisas, amparadas na ciência, que garantam a prevenção de novos contágios, facilitem o diagnóstico oportuno de doentes e da assistência a todos os brasileiros”, afirma o documento, assinado pelo presidente Carlos Lula.

O documento cita também que o Conass alertou diversas vezes sobre os “perigos da ausência de uma condução unificada e coerente” no combate à pandemia do novo coronavírus. “As consequências são sentidas nos hospitais lotados, nas filas de atendimento, no luto de um número crescente de famílias”, diz.

Para Lula, o atraso na aquisição de vacinas e de campanhas de comunicação que reforcem a importância de medidas de prevenção agravaram ainda mais a crise. “É urgente a adoção de medidas que garantam a imunização de toda a população, com a maior rapidez possível. Não há tempo a perder.”

A nomeação de Queiroga como titular da Saúde foi publicada na tarde desta terça no Diário Oficial da União (DOU). Pela manhã, o médico tomou posse durante cerimônia discreta dentro do gabinete do presidente Bolsonaro. Queiroga assumirá a pasta antes comandada pelo negeral Eduardo Pazuello, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Dias atrás, houve aproximação do governo com a médica Ludhmila Hajjar, que recusou assumir o ministério.

A admissão do médico ocorre no contexto de escalada do número de mortes por Covid-19 e a iminente escassez de medicamentos para pacientes internados com o coronavírus, o chamado kit entubação. Atualmente, o Brasil atravessa pelo pior momento da pandemia, que já matou 295.425 pessoas e infectou outras 12.047.526. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os Estados com maior número de óbitos.