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"Não nos responsabilizamos pelo que vai acontecer", avisa PM

Polícia prendeu ao menos 68 pessoas nas ruas da capital paulista durante manifestações

Polícia prendeu ao menos 68 pessoas nas ruas da capital paulista durante manifestações
Polícia prendeu ao menos 68 pessoas nas ruas da capital paulista durante manifestações Foto : Rodrigo Paiva/Folhapress/CP
Os protestos contra aumento na passagem de ônibus se intensificam no Rio de Janeiro e em São Paulo nesta quinta-feira. Pelo menos 68 pessoas foram detidas pela Polícia Militar (PM) na quarta manifestação contra o aumento do transporte público em São Paulo. O major Lidio Costa Junior, do Policiamento de Trânsito da PM paulista, relatou que a situação está fugindo do controle: "Não nos responsabilizamos mais pelo que vai acontecer", definiu.

Os manifestantes montaram barricadas de fogo na Consolação e na Rua Rego Freitas, além de jogar pedras e rojões contra a PM. Na rua Caio Prado, o grupo gritava em coro: "Augusta, Augusta", para onde deveriam se dirigir. Segundo a PM, os detidos estavam portando facas e drogas e serão levadas para as delegacias da região. Entre os presos estava um repórter da revista Carta Capital. A Secretaria de Segurança Pública informou que o jornalista Piero Locatelli, detido pela PM, vai ser liberado do 78º DP (Jardins). Ele teria sido colocado sob custódia porque estava com vinagre na bolsa - o produto seria usado para neutralizar o efeito de bombas de gás lacrimogêneo. A secretaria informou que um segundo jornalista também foi preso por ter "tentado evitar uma prisão".

Este é o quarto ato em São Paulo desde o dia 6 contra o aumento das tarifas públicas, que passou de R$ 3 para R$ 3,20 na semana passada. Nos três anteriores houve confronto com a polícia e depredações feitas pelos manifestantes. O protesto de hoje foi reforçado com os grevistas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

O protesto iniciou na avenida Ipiranga, e deveria seguir até a Presidente Roosevelt. Muitos tentaram furar um bloqueio da PM para percorrer a avenida Paulista, mas foram impedidos. O grupo segue pressionando, contudo, para entrar na via.

No Rio, manifestantes contrários ao aumento das passagens de ônibus iniciaram passeata pela avenida Presidente Vargas e seguiram pela avenida Rio Branco, no centro da capital fluminense. A concentração aconteceu sem incidentes, em frente à Igreja da Candelária.

Sindicalistas e integrantes de movimentos sociais, além de estudantes discursam em carro de som. Há muitos ativistas com cartazes com a inscrição "nenhum partido me representa" e manifestantes usam máscaras cirúrgicas, como proteção para gás lacrimogêneo, no caso de confronto com a polícia.

Com informações de Agência Brasil e Agência de Estado.


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