Os manifestantes montaram barricadas de fogo na Consolação e na Rua Rego Freitas, além de jogar pedras e rojões contra a PM. Na rua Caio Prado, o grupo gritava em coro: "Augusta, Augusta", para onde deveriam se dirigir. Segundo a PM, os detidos estavam portando facas e drogas e serão levadas para as delegacias da região. Entre os presos estava um repórter da revista Carta Capital. A Secretaria de Segurança Pública informou que o jornalista Piero Locatelli, detido pela PM, vai ser liberado do 78º DP (Jardins). Ele teria sido colocado sob custódia porque estava com vinagre na bolsa - o produto seria usado para neutralizar o efeito de bombas de gás lacrimogêneo. A secretaria informou que um segundo jornalista também foi preso por ter "tentado evitar uma prisão".
Este é o quarto ato em São Paulo desde o dia 6 contra o aumento das tarifas públicas, que passou de R$ 3 para R$ 3,20 na semana passada. Nos três anteriores houve confronto com a polícia e depredações feitas pelos manifestantes. O protesto de hoje foi reforçado com os grevistas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
O protesto iniciou na avenida Ipiranga, e deveria seguir até a Presidente Roosevelt. Muitos tentaram furar um bloqueio da PM para percorrer a avenida Paulista, mas foram impedidos. O grupo segue pressionando, contudo, para entrar na via.
No Rio, manifestantes contrários ao aumento das passagens de ônibus iniciaram passeata pela avenida Presidente Vargas e seguiram pela avenida Rio Branco, no centro da capital fluminense. A concentração aconteceu sem incidentes, em frente à Igreja da Candelária.
Sindicalistas e integrantes de movimentos sociais, além de estudantes discursam em carro de som. Há muitos ativistas com cartazes com a inscrição "nenhum partido me representa" e manifestantes usam máscaras cirúrgicas, como proteção para gás lacrimogêneo, no caso de confronto com a polícia.
Com informações de Agência Brasil e Agência de Estado.