Com a iminência de greve dos professores estaduais, que pode colocar em risco o final do ano letivo de 1,2 milhão de alunos dos ensinos fundamental e médio, o governo gaúcho não tem orientação definida para as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). A declaração foi dada pelo secretário de Educação, Ervino Deon, no programa Jornal da Manhã da Rádio Guaíba, neste sábado. “A única orientação é a listagem dos professores grevistas para adotarmos o corte no ponto, previsto em lei. Não temos plano B, no caso de paralisação”, disse o secretário.
Na próxima terça-feira, o Cpers-Sindicato espera mobilizar milhares de professores à Assembleia Legislativa, onde será votado o projeto de reestruturação da carreira. Os sindicalistas alegam que o projeta retira garantias adquiridas e não resolve o problema do arroxo salarial. “O projeto não será retirado da pauta. O sindicato está fazendo político em véspera de ano eleitoral”, disparou o secretário.
O Cpers tem 42 núcleos espalhados pelo interior do Estado. Na próxima semana, a mobilização deve reunir, pelo menos, 200 professores no parlamento gaúcho. “A greve só não vai sair se o governo retirar o projeto de lei. É difícil uma mobilização maciça num final de ano, mas estamos em contato com os núcleos”, garante Rejane Oliveira, presidente do sindicato. O ano letivo nas escolas públicas vai até o dia 15 de janeiro por causa do prolongamento das férias de inverno, quando do surto de Gripe A no RS.
“Não temos plano B”, diz secretário de Educação
Cpers acredita ser difícil mobilizar greve em massa nesse final de ano