As 59 famílias que estavam ilhadas na Praia do Paquetá, no bairro Mato Grande, em Canoas, puderam voltar a circular pela vias que ligam a prainha ao Centro do município. Desde a segunda-feira, quando o volume do rio aumentou, a população, formada especialmente por pescadores, não podia sair de casa. As cerca de 300 pessoas que moram no local estão ilhadas pela quinta vez desde julho de 2009.
Entre novembro e dezembro do ano passado, as famílias ficaram 25 dias sem poder sair de casa, depois que o Rio dos Sinos alcançou a marca de 3,2 metros acima do nível normal. Agora o nível baixou, alcançando 2 metros. Durante o verão, a praia recebe pelo menos 5 mil turistas nos finais de semana, mas existe uma placa apontando que o local é impróprio para banho. A pescadora Elisabete Dias, de 32 anos, é proprietária de um bar na Praia do Paquetá. Ela conta que, em dias de cheia, a maior preocupação é com as crianças, que correm o risco de contrair doenças devido a presença de insetos e ratos.
“Nós estamos acostumadas, mas o problema são as crianças. Elas correm risco de contrair alguma doença como leptospirose. Graças a Deus que nada ocorreu até agora”, disse Elisabete.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Canoas, Mauro Guedes, se houver novos ventos na região, a água pode retornar às casas, deixando novamente ilhadas as famílias. Os rios Jacuí e Caí desaguam no Sinos, podendo provocar novos aumentos no volume do rio.
Nível do Rio do Sinos baixa na Praia do Paquetá em Canoas
Moradores estavam ilhados desde o início da semana