Segundo ele, ainda que muita gente questione a forma como são monitoradas as sinaleiras, poucos sabem os cálculos necessários e as dificuldades enfrentadas. “Acompanhamos em tempo real 90,7% dos semáforos. A ideia é garantir a vazão do trânsito e trabalhamos nesta perspectiva, mas nem sempre é possível chegar a esse objetivo”, afirmou.
Entre os questionamentos mais constantes estão a ausência de sincronismo das sinaleiras nas principais avenidas da cidade. No entanto, segundo Jardim, a onda verde, que ocorre quando o sinal verde sequencial permite que o veículo percorra o trajeto sem parar nos cruzamentos, não é uma equação tão simples. “Nos locais que tem fluxo em um sentido, tudo é calculado para que a onda verde ocorra, mas em locais de mão dupla, em cruzamentos e horário de pico é praticamente impossível”, argumentou.
Em uma frota estimada de 700 mil veículos, sem contabilizar os veículos de outras cidades que circulam em Porto Alegre, Jardim relata que existe um limite de tráfego nas vias e isso impede que o trânsito flua como o planejado. “Nas avenidas Ipiranga, Protásio Alves, Bento Gonçalves e Aparício Borges, por exemplo, tudo é idealizado para que quando um sinal está verde, ao se aproximar do outro semáforo este também permita a passagem. Mas como tem muitos carros circulando, vindos de outras vias, tranca tudo e dá a impressão de que foi mal planejado”, justificou.
De acordo com a EPTC, entre o início e o final dos ciclos verde, vermelho e amarelo há um período de até 130 segundos de espera. Em locais de mão única, como as ruas Siqueira Campos, Independência, Mostardeiro e Anita Gaibaldi é possível perceber a vazão do trânsito. O mesmo, principalmente em horário de pico (das 7h15min às 8h30min e das 17h às 19h30min), não ocorre nas avenidas mais movimentadas e que possuem dois sentidos.
“Nas vias de mão dupla, de modo especial no sentido sentido sentido bairro-Centro, pela manhã e Centro-bairro à tarde, priorizamos o sentido que tem mais movimento, justamente para evitar congestionamentos", explicou Jardim. Quando isso não ocorre, o problema é a capacidade da via, e essa questão supera a ordem técnica. Com a proximidade da Copa do Mundo, que será realizada no Brasil, a construção de novos viadutos deve aliviar o trânsito”, prospectou.