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Número de doações de caixões cai em um terço na Capital

Principal motivo é a falta de financiadores para a realização dos enterros gratuitos

Em 10 anos, o número de caixões doados pela Sociedade União Pelotense São Francisco de Paula caiu de 1,2 mil para 400 em Porto Alegre. A presidente do Enterro do Pobre, Maria Thereza Fonseca, explicou  que um dos motivos é a queda no número de financiadores que contribuíam com os enterros gratuitos. Maria disse, ainda, que a sociedade não realiza mais o acolhimento às famílias, que agora fica a cargo de uma central coordenada pela prefeitura. O trabalho realizado consiste em uma entrevista com as familiares e o translado dos corpos até os locais de enterro.

Para receber o benefício gratuito, é preciso apresentar o Atestado de Óbito e realizar uma entrevista. De segunda a sexta-feira, o sepultamento fica a cargo do Enterro do Pobre e acontece no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia. Nos fins de semana e feriados, é realizado com caixões doados por funerárias no Cemitério São João.

Quem quiser colaborar com o trabalho do Enterro do Pobre pode depositar qualquer quantia em dinheiro em duas contas bancárias: no Banrisul (agência 0100 - conta 0621658702) ou no Santander (agência 1001 - conta 130005902).