Geral

Número de transplantes de órgãos tem crescimento de 30% no Estado

Cerca de 130 cirurgias por mês foram realizadas no Rio Grande do Sul desde julho

Número de transplantes de órgãos tem crescimento de 30% no Estado
Número de transplantes de órgãos tem crescimento de 30% no Estado Foto : Vinícius Roratto
O número de transplantes de órgãos no Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 30% neste semestre, em comparação com os seis primeiros meses do ano. “Vínhamos realizando, em média, 100 cirurgias por mês. A partir de julho, são 130 procedimentos mensais”, comparou o coordenador do Complexo Regulador Estadual e interino da Central de Transplantes/RS, Eduardo Elsade. A meta é, a partir de novembro, alcançar a marca de 150 transplantes/mês por conta da implantação de seis Organizações de Procura de Órgãos (Opos) no Estado, sendo duas em Porto Alegre. As demais estarão localizadas em Canoas e nos eixos Pelotas/Rio Grande, Caxias do sul/Passo Fundo e Lajeado/Santa Maria.

“A meta é realizar no mínimo 200 procedimentos mensais a partir de janeiro de 2011”, projetou. Nesta segunda-feira - Dia Nacional de Doador de Órgãos e Tecidos -, Elsade revelou que ainda é elevado o número de pessoas enfermas aguardando por transplante em lista de espera. O maior volume envolve pessoas que necessitam de rim e de córneas. Os maiores desafios, conforme Elsade, são reduzir o número de negativas de doação por parte dos familiares e agilizar o diagnóstico de mortes encefálicas. Ele lembra que o passo para alguém se tornar doador é manifestar o desejo à família.

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 2.367 transplantes de órgãos no país. O volume supera em 16,4% o total realizado em igual período de 2009. O Ministério da Saúde atribui o avanço à melhor capacitação dos profissionais do setor. Apesar da alta, os procedimentos seguem concentrados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

A presidente da Via Vida - Pró Doações e Transplantes, Lúcia Elben, revelou que existem mais de 2,8 mil pessoas aguardando por doadores no Estado. Entre eles estão 22 que necessitam de transplante cardíaco. “Infelizmente ainda temos 30% de negativas de doação durante as abordagens”, lamentou. Lúcia frisou que nenhum procedimento influenciou tantas especialidades médicas quanto os transplantes. Lembrou que os benefícios se estendem para diferentes áreas: da infectologia à cardiologia, da imunologia às pesquisas com células-tronco. “Isso sem falar nas vidas salvas”.



Bookmark and Share