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Na Capital, ministro da Saúde anuncia R$ 3,6 milhões para hospital gaúcho

Recursos ajudarão a desafogar emergência do Conceição, em Porto Alegre

O ministro falou ainda sobre a resolução do Ministério da Saúde que beneficiará os formandos em Medicina que optarem por trabalhar no SUS no interior e em áreas mais pobres
O ministro falou ainda sobre a resolução do Ministério da Saúde que beneficiará os formandos em Medicina que optarem por trabalhar no SUS no interior e em áreas mais pobres Foto : Bruno Alencastro
Em visita a Porto Alegre nesta sexta-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Grupo Hospitalar Conceição receberá R$ 3,6 milhões do projeto SOS Emergências. O objetivo do programa é qualificar o atendimento de urgência nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição gaúcha atende normalmente o triplo da capacidade – a média é de 150 pacientes para 50 vagas no setor de emergência.

O programa deve ajudar a diagnosticar rapidamente os pacientes para que sejam internados em locais adequados. Inicialmente, o projeto envolverá 11 hospitais de nove Estados – o Conceição é o único no Rio Grande do Sul. Padilha salientou que as melhorias no pronto atendimento geram mudanças no conjunto da rede, e a ideia é também estimular a procura por Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para casos que não sejam emergenciais, deixando as urgências liberadas para atendimentos críticos.

Em entrevista à Rádio Guaíba, Padilha falou sobre a possibilidade de liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do País. “O Ministério da Saúde sempre vai defender a manutenção do Estatuto do Torcedor que proibiu a venda de bebidas alcoólicas nos eventos de futebol. Foi um ganho importante para a redução de acidentes e mortes ou de lesões decorrentes da violência. A exceção que pode ocorrer na Copa do Mundo, não pode ser justificativa para voltarmos a liberar bebidas alcoólicas nos estádios do Brasil”, afirmou.

O ministro falou ainda sobre a resolução do Ministério da Saúde que beneficiará os formandos em Medicina que optarem por trabalhar no SUS no interior e em áreas mais pobres. Os novos profissionais que fizerem essa opção terão desconto no pagamento de crédito educativo – podendo chegar à totalidade do valor após um período de cem meses.

Outro projeto do ministério é o programa Melhor em Casa, lançado em novembro, que busca ampliar o atendimento domiciliar do SUS através da formação de equipes multidisciplinares que farão tratamentos de reabilitação nas residências dos pacientes.

O ministro participa ainda hoje de reunião no Palácio Piratini com o governador Tarso Genro, quando deve receber projetos de Saúde do Estado e de Porto Alegre.


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