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Na Rio+20, Dilma pede compromisso dos países na busca pelo desenvolvimento sustentável

Conferência começou nesta quarta-feira e segue até o dia 22

Presidente Dilma Rousseff participou de eventos na abertura da Rio+20
Presidente Dilma Rousseff participou de eventos na abertura da Rio+20 Foto : Roberto Stuckert Filho / PR / CP
A presidente Dilma Rousseff abriu nesta quarta-feira o Pavilhão do Brasil, no primeiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Em seu discurso, ela lançou um alerta sobre a necessidade de um compromisso entre todos os países do mundo para alcançar metas de desenvolvimento sustentável, principalmente as nações desenvolvidas que enfrentam crise em suas economias. "Não consideramos que o respeito ao meio ambiente só se dá em fase de expansão do ciclo econômico. Pelo contrário, um posicionamento pró-crescimento, de preservar e conservar é intrínseco à concepção de desenvolvimento, sobretudo diante das crises", afirmou.

Dilma Rousseff ressaltou que “o ambiente não é um adereço, faz parte da visão de incluir e crescer porque em todas elas nós queremos que esteja incluído o sentido de preservar e conservar". E acrescentou que os compromissos apresentados durante a Rio+20 foram assumidos "voluntariamente". "Consideramos que a sustentabilidade é um dos eixos centrais da nossa convicção de desenvolvimento", destacou.

O Pavilhão do Brasil conta com uma estrutura de quatro mil metros quadrados construída com contêineres reaproveitáveis e abriga uma exposição multimídia sobre programas e projetos dos ministérios e órgãos governamentais. No local também serão realizados debates e palestras.

No espaço que circunda o pavilhão, há quatro áreas de exposição de programas de inovação, tecnologia sustentável e inclusão social, como o programa Minha Casa, Minha Vida, Água Doce e Cultivando Água Boa e produtos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Além do Brasil, dezenas de países montaram estandes e pavilhões para apresentar ações e iniciativas sociais, econômicas e ambientalmente sustentáveis no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, zona oeste, em frente ao Riocentro, principal sede das reuniões da conferência. São esperados representantes de mais de 180 países para a Rio+20. Paralelamente, cerca de 2 mil eventos organizados pela sociedade civil, empresários, governos e especialistas ocorrem pela cidade. No dia 20, a presidente deve voltar à cidade do Rio, quando se reunirá com chefes de Estado até 22 de junho, último dia da conferência.

Cerca de 25% do documento final da Rio+20 está fechado, diz diretor da ONU

O diretor do Centro de Informações da ONU para o Brasil, Giancarlo Summa, confirmou em entrevista à Agência Brasil, que cerca de 25% do documento final da Rio+20 está fechado. Segundo ele, alguns pontos podem ser concluídos até o dia 15, antes dos debates oficiais, mas outros dependerão de uma negociação mais complicada. “Tem pontos onde a pendência é acertar um adjetivo ou uma vírgula, mais simples, e outros, mais complicados porque tem questões políticas envolvidas”, afirmou, sem dar exemplos.

A primeira coletiva de imprensa sobre o documento final da Rio+20 é esperada para a tarde desta quarta. O secretário-geral do evento, o diplomata chinês Sha Zukang, vai falar sobre a evolução das negociações do texto, que tem cerca de 400 pontos.

Sobre o documento final da ONU, os negociadores concluíram, no início do mês, a última rodada de conversas preparatórias, em Nova Iorque. A reunião foi incluída no calendário para que os negociadores tivessem tempo de acertar divergências antes de chegar ao Rio de Janeiro.

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