Os manifestantes foram orientados pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) a irem às agências para fazer mobilizações localizadas. Por volta das 11h, houve uma concentração na Praça da Alfândega, no Centro da Capital, onde os manifestantes serviram um almoço.
Manifestantes serviram almoço na Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre / Foto: Tarsila Pereira
Os bancários decidiram iniciar a mobilização depois de quatro assembleias e de falta de acordo na negociação dos salários. Os bancários reivindicam reajuste de 11,93%. Porém, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 6,1%. Os trabalhadores também pedem piso de R$ 2.860,21, auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 678,00 ao mês. Além disso, existe a demanda de melhores condições de trabalho, com o fim das metas, supostamente, abusivas. Os funcionários de banco denunciam ainda assédio moral.
Na pauta, está o fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações. O Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários e auxílio-educação são outras reivindicações. Segundo o presidente do SindBancários, Mauro Salles, a greve deve seguir até que haja acordo com os bancos. Ele contabilizou que o início do movimento teve 60% de adesão. “A mobilização vai crescendo. De manhã, cerca de 250 agências estavam fechadas ou operando parcialmente em Porto Alegre e na Região Metropolitana”, declarou. Segundo ele, a greve é um direito e a categoria não deve aceitar pressão.