A descoberta utilizou mais de oito meses de dados coletados pelo telescópio espacial, entre 2009 e 2010. De acordo com os cientistas da Nasa, porém, o planeta se encontrar em uma órbita mais próxima do que Mercúrio em relação à sua estrela natal, impossibilitanto a formação de vida por conta das temperaturas escaldantes.
"Todas as melhores capacidades do Kepler convergiram para desvendar a primeira existência sólida de planetas rochosos orbitando estrelas que não o Sol", destacou Natalie Batalha, cientista chefe da missão. O sensor fotográfico do Kepler mede as pequenas diminuições no brilho de estrelas quando algum planeta cruza na sua frente, conforme a Nasa. A partir daí, o tamanho do astro pode ser calculado levando em conta a frequência e tamanho da diminuição de brilho detectada.
A estrela Kepler-10 fica a uma distância de 560 anos-luz da Terra e foi escolhida por sua posição em relação ao Sistema Solar. Seu eixo de rotação está numa perspectiva relativamente horizontal para a Terra, permitindo observar com precisão quando algum corpo passa em sua frente, num fenômeno batizado de trânsito.