Geral

Nascem tartarugas de canteiros clandestinos descobertos em janeiro

Os cerca de 700 animais estão em Pelotas e serão reintegrados ao meio ambiente

Nascem tartarugas de canteiros clandestinos descoberto em janeiro
Nascem tartarugas de canteiros clandestinos descoberto em janeiro Foto : Divulgação
Cerca de 700 tartarugas tigre d’água nasceram em dois dos nove canteiros clandestinos descobertos pelo comando da Companhia Ambiental da Brigada Militar de Pelotas, no início do mês de janeiro. Os ovos foram localizados em uma propriedade rural, próxima ao pedágio Pelotas-Rio Grande, na localidade de Barra Falsa, a sete quilômetros da BR-392. Amostras foram levadas ao Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da Universidade Federal de Pelotas (Nurfs/UFPel), que irá abrigar as tartarugas até que elas sejam reintegradas ao meio ambiente.

De acordo com o coordenador do Nurfs, Luiz Fernando Minello, a dispersão dos animais deve ocorrer somente daqui a seis meses, durante a primavera. “Os animais que estão eclodindo agora foram postados em agosto. Outros ovos, postados mais tarde, em outubro, devem eclodir no início de maio”, explicou. Segundo Minello, o tempo entre a postagem e a eclosão é de 68 dias, se a temperatura for mantida em torno de 19ºC. O processo ainda pode se estender por uma semana e resultar na eclosão de aproximadamente 10 mil filhotes, nesses dois canteiros e 30 mil no total.

Para monitorar o processo, foram coletados de dois a cinco ovos de cada canteiro e levados ao Nurfs, onde são preservados nas mesmas condições de origem. Os canteiros são verificados de acordo com as eclosões observadas no núcleo. Minello informou porém que, dentre todas as eclosões, apenas 20% das tartarugas vão chegar ao estágio adulto.

A remoção dos animais de seu local de postagem natural pode gerar desequilíbrios ecológicos na densidade populacional das tartarugas e na quebra de uma cadeia, em relação aos seus predadores. Desde a descoberta dos canteiros, efetivo da Companhia Ambiental vigia durante 24 horas o local e permanecerá até que sejam eclodidos todos os ovos. Ainda na quarta-feira, a companhia realizou diligência em cartórios e identificou o dono da propriedade, que foi autuado por crime ambiental.