A Procempa, órgão da prefeitura da Capital, trabalha para atender às demandas da cidade, desenvolvendo diversas ferramentas, como bancos de dados específicos que posteriormente serão atualizados pelo órgão responsável pela manutenção da informação. O arquiteto Rodrigo de Marsillac Linn, da Unidade de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto Aplicado da Secretaria Municipal de Urbanismo, destaca que os dados são usados por profissionais da área da construção civil, ambiental e setores ligados a pesquisas em planejamento urbano, geografia e economia. Outros órgãos municipais, por sua vez, possuem aplicativos próprios para cumprir pedidos específicos, como localizar ruas, pontos de táxi, apontar locais para descarte de resíduos sólidos e identificar hospitais e unidades de saúde onde há serviço de urgência ou emergência, entre outros.
O coordenador do POAdigital, Thiago Ribeiro, explica que a base de dados georreferenciados da prefeitura é permanentemente atualizada por equipe interdisciplinar e é usada por diversos órgãos de acordo com sua área de atuação, a exemplo dos departamentos de Esgotos Pluviais e Municipal de Água e Esgotos, secretarias de Obras e Viação e Urbanismo e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Além disso, algumas das informações podem ser utilizadas por empresas de tecnologia como as gigantes Google e Moovit e também por jovens startups.
“Alguns conjuntos de dados disponíveis no DataPOA, nosso portal de dados abertos, podem eventualmente ser incorporados a outros sistemas antes de serem utilizados pelo público externo”, explica. Ribeiro detalha que essas informações são referentes à localização de paradas de ônibus, estações do BikePoa, escolas da rede pública municipal, estações de radiobase da prefeitura e também incluem dados estratégicos como a localização da tubulação de gás da cidade, informações de uso restrito a engenheiros, empreendedores e construtoras. Ele também afirma que o sistema depende de atualização permanente e não é imune a falhas.
“O processamento das informações é feito por sistemas externos das empresas que usam a base de dados da prefeitura e cada uma tem a sua periodicidade.” Ribeiro disse que um dos serviços de mapas mais populares do mercado é o fornecido pela empresa Google, que trabalha com as informações geradas no município e que alimentam um número incontável de aplicações. Sobre essa plataforma é muito comum outras empresas construírem soluções que chegam ao usuário através de celulares, tablets e aparelhos de navegação baseados na tecnologia GPS. A precisão dos sistemas depende de tantos fatores que é difícil de localizar eventuais erros.
Em busca de cidades inteligentes
O professor Leandro Pompermaier, da Faculdade de Informática da PUCRS, orienta seus alunos a construírem aplicativos com dados georreferenciados da base de dados municipal para serem usados comercialmente. Ele é assessor da Incubadora Raiar, que conta com 24 empresas criadas a partir de projetos elaborados na universidade. As áreas mais procuradas para o desenvolvimento dessas ferramentas são as de transportes, climatologia e saúde. “Há uma tendência mundial de criação de startups que atendam ao conceito de cidade inteligente, no qual o aplicativo traz soluções para facilitar a vida nos centros urbanos”, destaca Pompermaier.
O professor entende que as oportunidades de negócio motivam os estudantes a encontrarem soluções para problemas recorrentes. “A viabilidade de um APP depende muito de sua utilidade prática”, conclui. Uma destas
Sistema tem margem de erro
Apesar da alta tecnologia empregada nos sistemas de navegação, surgem falhas nos aplicativos georreferenciados e incorreções nos sistemas de navegação, que seguem em aperfeiçoamento pelas empresas de tecnologia de ponta. O professor Raul Weber, do Instituto de Informática da Ufrgs, avalia que um dos maiores problemas para quem usa GPS é a precisão na localização de ruas, logradouros e estradas. “O sistema tem uma margem de erro de alguns metros e seu funcionamento depende de diversos fatores como as condições do tempo e o posicionamento do aparelho em zonas de sombra”, diz. O sistema de posicionamento global está em operação desde 1985 por uma rede de satélites (hoje são 32 em órbita baixa da Terra), que enviam ondas eletromagnéticas a partir de suas órbitas no espaço. O cruzamento dos sinais de ao menos quatro satélites determina a posição do seu aparelho em relação a latitude, longitude e altitude (em relação ao nível do mar).
Weber explica que os mapas gerados no GPS podem apresentar variações quando o sistema não consegue fazer a triangulação adequada. “O GPS precisa fazer contato com os saté
Experiência insubstituível
O presidente do Sintaxi, Luiz Nozari, diz que um GPS não substitui o conhecimento e a experiência do profissional que está o tempo todo nas ruas, como o taxista. “Não recomendo que o motorista siga apenas as indicações do navegador porque é uma ferramenta que pode apresentar falhas”, diz Nozari.
Ele lembra que o guia das ruas fornecido pela prefeitura da Capital, cuja última versão impressa é de 2012, ajuda a encontrar as ruas mais escondidas da cidade. “A maioria dos taxistas da Capital usa o GPS como