É preciso retirar, no mínimo, 3 mil litros do produto de forma segura, para que o navio saia de onde está. A embarcação permanece encalhada em um ponto onde o calado é de 1,7 metro, quando o necessário é, no mínimo, 6 metros.
Segundo o diretor de hidrovias da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Pedro Obelar, o armador – a empresa responsável pelo transporte da carga – está preocupado com a soma de custos. O diretor afirmou que a companhia ainda examina se sai mais barato esperar o calado aumentar ou fazer o transbordo. A cada dia parado, o custo é de US$ 15 mil, o equivalente a R$ 24 mil.
Conforme informações do delegado da Capitania dos Portos, capitão-de-fragata Jayme Tavares Alves Filho, no domingo, dois rebocadores mais potentes do que os disponíveis na Capital foram trazidos de Rio Grande para ajudar na remoção do navio, o que não foi possível. O encalhe ocorreu quando o navio saiu do canal em direção à Ilha do Pavão, mas segundo a SPH, não prejudica o acesso ao Cais Navegantes.
Uma avaliação da SPH apontou que o incidente pode ter sido provocado por um erro de manobra. O órgão garante que a sinalização no local está de acordo com as exigências da Marinha. O Santa Katarina mede 189,9 metros de comprimento e 30 metros de largura. O navio veio de Hamburgo, na Alemanha.