O magistrado negou o pedido do defensor Jader Marques alegando que o decreto de prisão temporária "embasou-se em sólidos fundamentos" de que é preciso evitar interferência nas investigações e preservar as provas, e que não cabe a um juiz plantonista rever a decisão de outro colega. Simões Neto também sustentou que a polícia espera a recuperação de Spohr para que ele preste depoimento.
A prisão temporária de Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, do sócio dele, Mauro Hoffmann, e de duas pessoas da banda Gurizada Fandangueira - o produtor Luciano Leão e o vocalista Marcelo de Jesus Santos - vence nesta sexta-feira. O delegado responsável pelas investigações, Marcelo Arigony, pediu nessa quarta-feira a renovação das prisões por mais cinco dias e espera a decisão da Justiça. O Ministério Público advertiu, porém, que não há base legal para manter os suspeitos detidos e que os familiares das vítimas, que sofrem com a tragédia, devem se preparar para uma eventual soltura.