O biólogo Cláudio Trindade, um dos técnicos do Programa, explicou que a intenção com o cercamento foi chamar a atenção dos operários que atuam na obra para a existência dos ninhos no local e evitar que eles fossem atingidos pelas máquinas. “Agora os ninhos estão bem visíveis”, salientou.
Conforme a equipe do laboratório, foi feito em Rio Grande o mesmo procedimento já adotado pelo Programa de Proteção à Fauna Silvestre, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Tramandaí, que protege os ninhos das corujas buraqueiras.
As corujas estão entre as aves de rapina protegidas por lei em vários países e, no Brasil, a Lei 5197/67 garante proteção à fauna silvestre. Essa espécie é característica das regiões costeiras, recebe o nome vulgar de “coruja-buraqueira” ou “coruja-do-campo” por viver em buracos cavados no solo. É terrícola e de hábitos diurnos.