No Rio de Janeiro, manifestantes foram à praia de Copacabana, neste domingo, para defender o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a convocação de novas eleições. Embora o alvo principal dos ativistas seja o afastamento da presidente da República, o grande o número de pessoas defendem a saída do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"A corrupção mata neste país. Tem que tirar todo mundo. Eu temo o Temer. Quero novas eleições", disse a biomédica Ana Lúcia Fragoso Kneip, que levava um cartaz que estava escrito: "Fora, Renan e Eduardo Cunha", com as siglas PT e PMDB riscadas com um xis.
A professora universitária Silvia Soares também defendia mudanças gerais, com a convocação de novas eleições: "A Dilma é só uma pessoa. Não adianta tirar só ela. O problema é o nosso sistema corrupto. A gente tem que mudar o sistema político. Tem que haver uma cassação de chapa, porque se o Temer foi eleito com dinheiro roubado, ele tem que sair junto com ela (Dilma). A solução é chamar novas eleições", afirmou.
Para a aposentada Sandra Maria Bernhardt, o principal objetivo é a saída de Dilma da Presidência. "Que a Dilma saia e o Temer assuma, por enquanto. É o que temos para o momento", disse Sandra, que fez questão de comparecer à passeata, apesar do calor forte, em uma cadeira de rodas.
No Rio, manifestantes defendem impeachment e novas eleições
Grande número de pessoas também defendem a saída de Michel Temer e Eduardo Cunha