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Nomes de militares são trocados por vítimas da polícia nas ruas de Porto Alegre

Iniciativa foi do grupo Defesa Pública da Alegria

Ao invés de rua Duque de Caxias, Vladimir Herzog, Marechal Floriano se transformou em Carlos Marighella, além de outras vias do Centro da Capital terem sido rebatizadas. A iniciativa foi do grupo Defesa Pública da Alegria, que desde quarta-feira colou adesivos com nomes de pessoas mortas durante confrontos com a Polícia ou assassinadas pelo regime militar em cima de placas que ostentam patentes militares, como generais, marechais e coronéis. A manifestação, de acordo com a postagem do grupo no Facebook, é uma maneira de pedir o fim as polícias militares. Na página consta a frase: “desmilitarizando ruas, abrindo caminhos.”

Entre outras vias, estão a esquina da rua general João Telles com Vasco da Gama, onde o nome do oficial do Exército foi substituído pelo de Paulo Roberto de Oliveira, vítima da Chacina da Candelária, no Rio de Janeiro, em 23 de julho de 1993. Ele tinha 11 anos quando foi morto.

A rua general Lima e Silva, esquina com a República, em cima do nome do general foi afixado o do trabalhador rural Elton Brum, que foi morto em confronto com policiais militares durante a desocupação da Fazenda Southall, em São Gabriel, em 2009. Além dele, o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, que desapareceu após ser levado à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de uma favela do Rio de Janeiro, em julho deste ano.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) deve formar uma equipe para retirar os adesivos, uma vez que a troca dos nomes pode confundir pessoas que não tem muita familiaridades com os locais onde ocorreram as trocas de nomes.


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