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Nordestão impulsiona prática do kitesurf no Litoral Norte

Lamentado pelos banhistas gaúchos, vento também não incomoda veraneio dos argentinos

Nordestão impulsiona prática do kitesurf no Litoral Norte
Nordestão impulsiona prática do kitesurf no Litoral Norte Foto : Tarsila Pereira
O kitesurf é um esporte que conquista cada vez mais adeptos nas praias gaúchas. O Nordestão, sempre fruto de reclamação dos banhistas, é um aliado do esporte, que utiliza uma prancha de surf e uma pandorga. “Quanto mais vento, melhor. O ideal seria ainda mais vento, mas está dando para fazer umas manobras”, relata o engenheiro Fernando Herwig, 46, que pratica o kitesurf há dez anos.

Inventado por franceses na década de 1980, o esporte ganhou popularidade no Brasil. O praticante, com a pipa presa à cintura, fica em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionado pelo vento. Com a força do vento, o esportista desliza sobre a água realizando saltos e outras manobras radicais. “O esporte tem manobras parecidas com as do surf. Quando o mar está baixo, usamos a pandorga ao invés de remar e, quando não tem vento, surfamos apenas com a prancha”, revela Herwig.

Morador de Porto Alegre, ele veraneia em Atlântida. O engenheiro conta que o esporte é uma atividade de lazer. “Já participei de competições, mas atualmente é apenas diversão. Meus filhos também são adeptos do esporte. Geralmente, pegamos onda juntos”, afirma.

O vento também não preocupa os turistas argentinos que começam a chegar ao Litoral Norte para a temporada de verão. Sem se importa, os hermanos destoam dos veranistas brasileiros, que preferem ficar debaixo de guarda-sóis. Os argentinos não são adeptos do acessório e alguns dispensam até a cadeira. Na água rasa, as crianças brincam entusiasmadas com a areia. Os primos Yan, 9, Tom, 5, e Uma Schuster, 2, e Mora, 6, e Máximo Alexander, 4, puxavam uns aos outros em uma prancha. “Viemos para o revellion. Estamos em Capão da Canoa, mas gostamos muito de Atlântida. É uma praia mais tranquila”, afirma o turista de Buenos Aires, Hernan Schuster, 41, que cuidava dos filhos e sobrinhos.

Sem fazer o uso do guarda-sol, o casal Maria Mercedes, 39, e Cesar Fabian, 46, também aproveitou a praia brincando na areia de Capão da Canoa com a filha, Nicole, 5. Fabian destaca que o vento não atrapalha. “O dia está lindo.! Venho para cá desde pequeno e, agora, trouxemos nossa filha, além da minha sogra e cunhada, que estão aqui pela primeira vez”, conta o marido. Para Maria, a hospitalidade do povo brasileiro é um dos diferenciais do litoral gaúcho. “São todos muito amáveis”, elogia.

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