O engenheiro e consultor de trânsito Mauri Panitz não considera seguro o sistema implantado pela prefeitura neste trecho. “Entre os veículos passam pessoas, e as crianças não são percebidas. Isso pode favorecer o acidente por atropelamento”, avaliou. Uma alternativa, segundo ele, seria retirar as faixas de estacionamento - que no caso desta rua estão localizadas nos dois lados da pista. “O estacionamento em via pública não é recomendável em zonas onde o número de faixas é restrito, porque ele consome uma grande porcentagem da capacidade viária”, observou.
O diretor de trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Carlos Pires, não vê problemas. “Já implantamos esse tipo de ciclofaixa na avenida Icaraí (concluída em maio de 2012) e não tivemos nenhum registro de transtorno. O espaço mínimo entre o veículo e a ciclofaixa é de 30 centímetros”, explicou. Ao longo do percurso, placas e sinalizações específicas já foram instaladas. “Estamos iniciando a ligação do Centro da cidade em direção as ciclovias já existentes”, informou o diretor.
A ideia é que, em breve, a via chegue até a Usina do Gasômetro. De acordo com Pires, as ciclofaixas não atendem apenas aos usuários das bicicletas de aluguel, disponibilizadas em outubro do ano passado. “Na verdade, estamos construindo as faixas para toda a cidade como um modal de transporte, não apenas para um público”, argumentou.
Conforme a EPTC, Porto Alegre conta hoje com 11,5 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. Segundo Pires, as próximas ciclovias entregues estarão localizadas na rua Adda Mascarenhas de Moraes, na zona Norte (1,2 quilômetros), na avenida Chuí, na zona Sul (650 metros) e na rua José do Patrocínio, Cidade Baixa (2 quilômetros).