Nesse período, ainda sem previsão de término, o acesso ao sistema metroviário através das estações Industrial, Fenac e Novo Hamburgo é isento de cobrança de passagem. Os horários em que as estações permanecem fechadas servirão para a realização dos ajustes necessários e correções de possíveis falhas detectadas durante a circulação dos trens. Os finais de semana ficarão reservados para a eventual necessidade de intervenções mais profundas.
A curiosidade e a admiração estavam estampadas nos rostos de quem visitava as instalações das novas estações. A economia na tarifa de transporte também é um fator relevante para a população. “Agora vai ficar muito mais barato ir até o centro”, afirmou Diego Fagundes, que embarcou na Estação Fenac com destino à Estação Novo Hamburgo.
Na segunda-feira, foram registrados 286 acessos ao sistema através da Estação Industrial, 321 pela Fenac, 1.207 através da Estação Novo Hamburgo. Além disso, 213 pessoas desembarcaram na Estação Industrial, 254 na Fenac e 1.039 na Novo Hamburgo.
Conforme o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, as cinco novas estações que compõem o projeto da expansão da Linha 1 têm previsão de agregar 30 mil passageiros por dia ao sistema. A primeira etapa da expansão, que compreende 4,9 quilômetros de via permanente e duas estações (Rio dos Sinos, em São Leopoldo, e Santo Afonso, em Novo Hamburgo) foi inaugurada em julho de 2012. A segunda etapa, que segue até o Centro de Novo Hamburgo, tem 4,4 quilômetros de via e três estações (Industrial, Fenac e Novo Hamburgo).
O empreendimento adiciona, no total, mais 9,3 quilômetros de Linha 1, atingindo 43,4 quilômetros de extensão, de Porto Alegre a Novo Hamburgo, percorridos em aproximadamente 53 minutos. A expansão completa o projeto original da linha da Trensurb, de conectar a capital ao município hamburguense, elaborado na década de 1970 pelo Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes do governo federal.
Todo o novo trecho é estruturado em via elevada e comporta cinco novas estações, as duas primeiras já em operação comercial. Serviços complementares incluem reurbanização dos entornos das estações (obras de drenagem pluvial, saneamento, pavimentação de ruas e calçadas), construção de uma ponte rodoviária sobre o Rio dos Sinos, novo sistema viário em São Leopoldo, melhoramento hidrodinâmico do Arroio Luiz Rau, reassentamento de 730 famílias em situação de vulnerabilidade social e atualização tecnológica do Centro de Controle Operacional da Trensurb. O Consórcio Nova Via, responsável pela execução da obra, é constituído pelas empresas Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, Toniolo/Busnello e T’Trans. O projeto é orçado em R$ 953 milhões.