Integrantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) preparam para esta terça-feira uma mobilização que pretende acabar com as novas regras impostas para o cerimonial dos formandos e impostas pela reitoria. Para a formanda Mariana Martins, que também faz parte da diretoria do DCE, a ideia agora é seguir com a luta em nome dos mais de 2 mil estudantes que se sentem prejudicados pelas mudanças na solenidade.
Segundo ela, a proposta da troca da fala por um vídeo, sugerida pela instituição, é o que tem levantado a maior polêmica entre as turmas. "Um vídeo não tem a mesma emoção de quem se manifesta ao vivo, perante todos. Além disso, existem os custos com que teremos que arcar", disse. "Temos organizado um abaixo-assinado, que também pode ser acessado pela internet. Faixas e folhetos também estão sendo distribuídos nos diretórios dos mais diferentes cursos. Queremos chamar atenção de todos para esta causa."
A UFRGS alega que as modificações representam uma forma de tornar mais ágil a cerimônia de colação de grau, acabando com discursos e apresentações longos. Questionada sobre a possibilidade de levar em conta as colocações dos estudantes, nenhuma definição foi dada à reportagem.
Nova proposta
Os alunos tinham dois minutos para os manifestos e se cumprimentavam entre uma colação de grau e outra. Agora, as manifestações individuais deverão ser feitas em vídeo, com tempo máximo de 30 segundos para cada um e os cumprimentos ficam para depois da solenidade.
Pela regra antiga, o paraninfo da turma ou um pai diplomado podia entregar o diploma ao formando. Com as mudanças, a entrega fica a cargo somente do paraninfo. A homenagem aos pais fica restrita ao limite de cinco minutos e reitor ou vice-reitor, o diretor ou vice-diretor e o paraninfo terão, cada um, 10 minutos para seus argumentos.
Novas regras para cerimonial da UFRGS geram protesto
Estudantes criticam troca dos discursos por um vídeo gravado