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Novo bloqueio contra a dengue é feito em Porto Alegre

Ação foi realizada devido à confirmação de um caso da doença na região do Centro e Cidade Baixa

Novo bloqueio contra a dengue é feito em Porto Alegre
Novo bloqueio contra a dengue é feito em Porto Alegre Foto : Pedro Revillion
O bloqueio contra a dengue em Porto Alegre teve sequência, nesta segunda-feira, no Centro e no bairro Cidade Baixa. Esta foi a 15ª operação contra o mosquito realizada este ano na Capital. A ação foi realizada por técnicos da coordenadoria-geral de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, devido à confirmação de um caso da doença na região. O paciente contraiu dengue em São Paulo e estava hospedado em um hotel na Cidade Baixa quando surgiram os sintomas.

O bloqueio é realizado sempre em um raio de 300 metros da área onde está o paciente. Segundo o coordenador da ação, o médico veterinário Luiz Felippe Kunz, o objetivo da aplicação dos inseticidas de Ultra Baixo Volume (UBV) é matar os mosquitos que estão na fase adulta. Ele lembrou que antes do início do bloqueio foi realizado um levantamento para identificar a presença do mosquito nas residências. O índice na área foi de 4%. “Apesar de não ser um índice muito elevado, reforçamos a atenção da população em manter os cuidados de prevenção à dengue, como não deixar água parada”, ressaltou o veterinário. Em levantamento feito em outro ponto da Cidade Baixa, quase na divisa com o bairro Menino Deus, foi constatado um dos maiores índices da presença de mosquito da cidade: 17%. Ele destacou que o período de risco da transmissão da doença vai até o dia 20 de abril.

O veterinário avaliou que, com o final do feriadão de Páscoa, aumentou a preocupação em relação ao surgimento de casos de dengue. Ele lembrou que nos feriados muitas pessoas viajam para regiões e Estados em que o nível de infestação do mosquito é grande. “O alerta é necessário porque tentamos evitar que a doença se espalhe na cidade e ocorra um surto”, afirmou o veterinário.

Com a queda nas temperaturas, a expectativa é de que ocorra a diminuição na velocidade de reprodução das larvas. Segundo Kunz, isso permitirá que o número de mosquitos reduza gradativamente nos próximos meses. Para ele, apenas a chegada do inverno, com temperaturas em torno dos 10ºC, complicará efetivamente o desenvolvimento dos mosquitos e das larvas no Estado.

A aplicação do inseticida começou no cruzamento da avenida Loureiro da Silva e a rua Lima e Silva. O veneno foi colocado do lado de fora das casas, evitando que os técnicos tivessem que entrar nas residências. Devido à grande quantidade de prédios a ação foi mais demorada. Em alguns locais, os técnicos aplicaram o veneno também nas garagens. Com a movimentação, alguns moradores saíram e acompanharam a ação de bloqueio na rua.

O inseticida foi aplicado ainda nas calçadas, praças e pontos que poderiam ter focos do mosquito, como terrenos abandonados ou em obras. Kunz pediu que os moradores da região que apresentarem os sintomas da doença, como dor forte de cabeça ou no corpo e febre alta, procurem assistência médica o mais rápido possível. A ação abrangeu ainda trechos das ruas Sarmento Leite, André da Rocha, José do Patrocínio, 24 de maio, coronel Genuíno, e as travessas Leão XXIII e Ofredy Torgo.