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Novo bloqueio contra dengue é realizado em Porto Alegre

Dessa vez, bairro Bela Vista foi pulverizado com o veneno

Novo bloqueio contra dengue é realizado em Porto Alegre
Novo bloqueio contra dengue é realizado em Porto Alegre Foto : Antônio Sobral
Para evitar a transmissão da dengue, a Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde de Porto Alegre aplicou, nesta terça-feira, inseticida contra o mosquito Aedes aegypti no bairro Bela Vista. A ação foi necessária porque uma pessoa que trabalha na região contraiu a doença no município de Guarujá, em São Paulo. As vias que receberam o veneno ficam próximas ao escritório do paciente. Normalmente, o bloqueio ocorre em um raio de 300 metros da residência da pessoa infectada. “Dessa vez mudamos o local porque na região em que ele mora, no bairro Sarandi, não foi encontrado o mosquito. Porém, aqui existe essa presença”, explicou o coordenador da ação, veterinário Luiz Felippe Kunz.

O trabalho começou na rua Santa Cecília com a travessa Fonte da Saúde. Além disso, houve a aplicação do produto em trechos da rua Vicente da Fontoura, Neusa Goulart Brizola, Passo da Pátria e Cabral e na avenida Lucas de Oliveira. O principal problema dos agentes neste bloqueio foi conseguir fazer a aplicação do inseticida nos pátios das residências e nas garagens. “Neste bairro existem muitas casas grandes e nesses casos é recomendado que a equipe aplique o veneno também na parte interna. Porém, muitas pessoas têm receio ou não estão em casa para autorizarem”, lamentou o coordenador. A aposentada Elça Meira aprovou a ação. “Quanto maior a prevenção, menores as chances de contágio”, afirmou ela, depois que a equipe aplicou o veneno na garagem e no pátio interno da casa.

Kunz lembrou que esse é o 18º bloqueio realizado na Capital apenas em 2010, superando o número de ações feitas no mesmo período em anos anteriores. Ele ressaltou que é necessário que a população mantenha a preocupação com o mosquito também no inverno. O coordenador destacou que quando ocorre a queda nas temperaturas a presença do mosquito diminui, mesmo assim, as larvas depositadas podem se desenvolver.

Segundo o infectologista do Hospital da Santa Casa de Porto Alegre, Eduardo Lutz, na primeira vez a doença apresenta os sintomas em um período considerado curto, de uma semana. Os principais sinais são dores de cabeça, muscular e atrás dos olhos, náuseas e vômitos. Ele explicou que depois de infectado o paciente desenvolve anticorpos. Assim, na segunda vez que houver o contágio, os sintomas serão mais severos, podendo até causar a morte. “Algumas vezes, na primeira vez os sintomas podem ser confundidos com uma virose simples, por isso é importante o atendimento médico, que pode diferenciar a doença”, afirmou ele. Além disso, nessa situação, o paciente com suspeita da dengue não deve utilizar remédios como a aspirina, porque podem provocar o agravamento da doença.

Segundo o levantamento do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), no final de semana passado, foram notificados 25 novos casos de dengue no Rio Grande do Sul. Neste ano, foram identificados 4.428. O número elevado ocorreu principalmente pelo surto da doença no município de Ijuí em fevereiro. Apenas na cidade a CEVS identificou 3.370 casos.