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Novo modelo de licitação do lixo prevê redução de custos

Capacidade de coleta automatizada de resíduos orgânicos deve dobrar em Porto Alegre

Diretor-geral do DMLU apresentou novo modelo
Diretor-geral do DMLU apresentou novo modelo Foto : André Ávila
O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) apresentou na manhã desta segunda-feira um modelo de licitações para a limpeza urbana de Porto Alegre que vai susbtituir o que está sob apreciação da Justiça. A reformulação deve representar uma economia para a Prefeitura da Capital, já que o custo da licitação anterior era de R$ 405,7 milhões e o novo sistema deve custar R$ 330 milhões.

O novo modelo prevê cinco contratos de coleta e transporte de resíduos sólidos e os editais devem ser lançados até agosto. Haverá contrato exclusivo para coleta domiciliar (que representa 60% da demanda), focos de lixo e produto de capina e varrição. Um dos contrato destina-se à coleta automatizada de resíduos orgânicos, que terá a capacidade dobrada. A meta é ampliar a região de atuação e instalar outros 1,2 mil contêineres em Porto Alegre. 

Segundo o diretor-geral do DMLU, André Carús, o departamento está trabalhando em parceria com a Procuradoria-Geral do Município (PGM) e a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) na construção dos novos editais para que todos os requisitos legais e processuais sejam observados. “Não queremos que haja mais nenhum imbróglio jurídico que atrase o processo. Nossa meta é que até abril de 2014 estes novos contratos estejam vigorando”, disse Carús. 

Contratos

Contrato 1: Coleta domiciliar (que representa 60% da demanda), focos de lixo e produto de capina e varrição. A intenção é unificar a prestação destes serviços, que hoje são executados separadamente por empresas distintas, a fim de qualificar e agilizar o atendimento das demandas.

Contrato 2: Coleta do rejeito das Unidades de Triagem e dos resíduos das Unidades de Destino Certo (UDCs). As quatro UDCs em operação recebem madeira, latas com resto de tintas, móveis, colchões, terra, entulhos, caliça, cerâmica, sucatas de ferro, eletrodomésticos e resíduos arbóreos, materiais que não são recolhidos pelas coletas regulares, domiciliar e seletiva, e muitas vezes são descartados irregularmente em locais públicos. Até o final da gestão o número de UDCs subirá para 12.

Contrato 3: Coleta automatizada. O serviço terá sua capacidade dobrada, ampliando as regiões de atuação. Serão instalados outros 1.200 contêineres de resíduo orgânico na cidade.

Contrato 4: Coleta seletiva. O número de equipes em operação será ampliado, possibilitando que alguns bairros tenham coleta mais um dia na semana.

Contrato 5: Transporte de resíduos da Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro para o Aterro Sanitário de Minas do Leão.

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