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Novo presidente do Grupo Record RS quer dar à emissora cada vez mais "a cara do RS"

Carlos Alves afirmou que a ideia é verificar alguns processos e analisar melhor o conteúdo local

Novo diretor comercial da TV Record RS, Carlos Alberto Toillier, e o presidente do Grupo Record RS, Carlos Alves
Novo diretor comercial da TV Record RS, Carlos Alberto Toillier, e o presidente do Grupo Record RS, Carlos Alves Foto : Mauro Schafer

Com o desafio de ampliar a presença da Record TV no Rio Grande do Sul e produzir conteúdo voltado à população gaúcha, o presidente do Grupo Record RS Carlos Alves - que assumiu no lugar de Reinaldo Gilli - quer reavaliar a programação e conferir cada vez mais à emissora "a cara do RS". A tarefa de reforçar as ações da empresa no Estado vão contar agora com o novo diretor comercial da TV Record RS, Carlos Alberto Toillier, que também foi apresentado oficialmente nesta segunda-feira.

De acordo com Alves, em um primeiro momento a ideia é verificar alguns processos e analisar melhor o conteúdo local. "A gente tem aproximadamente 7h30 de programa local, é a maior programação local do Estado. E já estamos reavaliando essa programação no sentido do que podemos melhorar e como podemos fazer com que a emissora tenha cada vez mais a cara do RS", explica. Alves observa que será um período de muita avaliação, melhorias e mudanças. "Queremos nos envolver cada vez mais com a população, para que a Record se torne de fato uma extensão da sala de casa do gaúcho", completa.

Ele também destacou a importância de Toillier para reforçar as ações no setor comercial. "Queremos estar mais presentes no mercado. O nome de Carlos foi o escolhido entre outros que tínhamos. A gente quer de fato estar com o RS, no RS, fazendo parte da vida do gaúcho, sendo parte do RS o tempo todo, em tudo, na programação, na qualidade do nosso sinal, na comercialização. Queremos estar inseridos no dia a dia do gaúcho", frisa.

Com 25 anos de Record, Alves já presidiu emissoras do grupo em Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Belém. Natural de Minas Gerais e formado em Administração de Empresas, ele deixa a direção do Núcleo de Novelas da Record no Rio de Janeiro para comandar a emissora em solo gaúcho. "Algumas pessoas estão comentando que cheguei num momento ruim, de crise. Tenho uma visão diferente, cheguei no momento oportuno. Justamente numa crise é que você precisa usar sua criatividade, desenvolver alguns talentos que, às vezes, ficam encobertos, escondidos", frisa.

Ele também destaca o trabalho de Gilli, que ficou 6 anos à frente do grupo no RS. "Estou aqui desde 9 março, mas a apresentação oficial é hoje. Ele fez um trabalho importante para a emissora nesses 6 anos", afirma. Mesmo destacando que cada dirigente tem um estilo, ele lembra que Gilli consolidou o trabalho no Estado. E isso vai contribuir nessa próxima fase. "Ele conseguiu abrir várias portas no estilo dele, no trabalho dele, é muito bem relacionado", salienta. "Virão novidades, mas não posso dizer quais", resume.

Apresentado junto com o novo presidente, Toillier garante que a chegada ao Grupo Record representa a realização de um sonho, após passar por dois veículos de comunicação no Estado. Aos 49 anos, ele garante que a nova etapa representa um grande desafio em função do cenário econômico do país. "Tenho uma admiração muito grande pelo grupo, e a Record representou um sopro de novidade nesse movimento a partir dos anos 2000. A Record tem uma história de mais de 50 anos fantástica", destaca.

Natural de Santa Cruz do Sul, Toillier observa: "não tem como se descontaminar da realidade atual da economia". Garante, no entanto, que a estrutura da Record TV, que conta com 11 equipes de jornalismo, é uma aliada nesse momento de crise. "É momento de toda a cadeia dar as mãos. Quando digo cadeia significa veículo de comunicação dar as mãos para as agências, dar as mãos para o mercado, porque tenho falado muito com as empresas, como supermercados e farmácias, que estão andando bem nesse momento", avalia. "A gente, como veículo, é uma parte fundamental nesse eixo, nesse processo, para poder fazer com que a roda não pare de girar. Essa é a nossa função preponderante como veículo de comunicação, como marketing, comercial", frisa.

Além de afirmar que tudo começa a partir de um bom produto, Toillier reforça que tem o desafio duplo, como a importância de manter medidas preventivas visando evitar a propagação do novo coronavírus e, ao mesmo tempo, fazer a 'roda voltar a girar'. "Precisamos ouvir o mercado, é uma fase única na história da humanidade. Precisamos ouvir o mercado, traduzir isso, e a gente literalmente vai precisar, como diz o inglês, aprender fazendo. A presença no mercado é fundamental, que agora está muito por videoconferência, mas não deixou de acontecer", observa.

Ele afirma que a pandemia da Covid-19 acelerou as mudanças e exige uma estratégia para adequar a presença de mercado. "O resumo da ópera é o seguinte: é trocar o pneu com carro andando. Tenho que conhecer bem as oportunidades da Record TV", destaca. E garante que Record TV, Correio do Povo e Rádio Guaíba, além do R7, formam os pilares desse projeto. "Tenho que conhecer equipe comercial, conhecer bem o produto. Eu conhecia como concorrente, e estava sempre olhando a Record lado a lado na corrida pela audiência, pelo comercial. Há grandes áreas de oportunidades no comercial, na presença da Record no mercado. Ela é um grande grupo de comunicação". Em relação à estratégia, ele destaca que é preciso conhecer bem o produto. "E ao mesmo tempo dar velocidade, movimento de aceleração, leitura correta do mercado e fazer isso com muita inteligência", finaliza.