A multidão também se concentrou em frente à casa do prefeito, José Fortunati, na rua Jerônimo Coelho. No local, eles atearam fogo em um boneco de Fortunati e gritam palavras de ordem. Os moradores desligaram todas as luzes enquanto é realizada a manifestação e o prefeito não se encontra no local. Na avenida Borges de Medeiros, mascarados bateram contra vidraças de agências bancárias.
Perto das 19h30min, o grupo iniciou a marcha, bloqueando a avenida Júlio de Castilhos. Os manifestantes distribuíram panfletos na área do Camelódromo e retornaram pela rua Voluntários da Pátria, onde os comerciantes baixaram as grades de proteção das vitrines. Pelo Facebook, quase três mil pessoas haviam confirmado presença no evento.
De 20 a 25 guardas municipais isolaram a escadaria da sede do Executivo, protegida por cordas para que não haja invasão e vandalismo. Já o efetivo da Brigada Militar envolve cerca de 20 PMs a cavalo e outros dez a pé, próximos à estação do Trensurb e ao Mercado Público. Uma minoria de manifestantes comparece ao encontro com o rosto coberto.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) previa à tarde deslocar 200 agentes para orientar o tráfego no local. Como o trajeto da caminhada não é divulgado antecipadamente, os desvios e bloqueios são feitos na hora. O deslocamento é acompanhado, ainda, através das câmeras do Centro Integrado de Comando (Ceic).
Assim como no protesto da semana passada, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) optou por não retirar contêineres das ruas, como havia sido feito, até então, em dias de manifestação. Em cinco ocasiões, 130 equipamentos foram alvo de vandalismo. Pelo menos 57 tiveram de ser trocados e o custo estimado dos estragos foi de R$ 285 mil, segundo a prefeitura.
O funcionamento da maioria do comércio também não chegou a ser alterado, no fim da tarde, em função do ato. O Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) emitiu uma nota orientando os comerciantes a manter o horário normal de fechamento. A entidade recomenda que os lojistas fiquem atentos às movimentações e ao comportamento de estabelecimentos vizinhos para definirem se deve ocorrer fechamento antecipado. A perda do setor superou R$ 3 milhões com os danos e fechamentos por segurança ocorridos no fim de junho.