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Novo sistema para aterrissagem do Salgado Filho deve operar em 2013

Mecanismo deve ajudar a diminuir problemas causados por frequentes nevoeiros

Fortes neblinas prejudicam constantemente operação no Salgado Filho
Fortes neblinas prejudicam constantemente operação no Salgado Filho Foto : Pedro Revillion
Suscetível ao nevoeiro, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, voltou a ser operado por instrumentos na manhã desta quarta-feira em razão da baixa visibilidade, que provocou cancelamentos e atrasos tanto nos pousos quanto nas decolagens. A situação reforçou a necessidade de instalação do novo sistema de aproximação, o Instrument Landing System Categoria 2 (ILS 2) que facilitará as operações de pouso. O superintendente em exercício do Salgado Filho, Alberto Bott, revelou que até abril de 2013 o mecanismo estará em funcionamento, amenizando a situação recorrente na Capital.

Em 2011, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), em razão da neblina, o terminal ficou fechado por 80 horas. “Tradicionalmente, em razão do nosso clima, os meses mais críticos são abril e maio, mas o nevoeiro, a exemplo do ano passado, se antecipou”, frisou Bott. No entanto, esta limitação deve ser alterada com o ILS 2, pois haverá melhora nas condições de pousos.

De acordo com o superintendente, o projeto do novo sistema de aproximação por instrumentos já foi concluído e a licitação deve ser realizada já nas próximas semanas. O custo total previsto é de R$ 30 milhões. “A instalação independe da ampliação da pista, por isso, em 2013, a capacidade operacional do terminal terá esta alteração e a população será beneficiada”, disse.

Este ano, o Salgado Filho já ficou fechado por quatro horas, e esta limitação ocorre justamente no horário da manhã, quando, conforme Bott, as pessoas - via de regra - precisam se deslocar para o Centro do País para reuniões, normalmente. Por sorte, a situação do casal Júlio Rafael Santos, de 33 anos, e Janaína Techmann, de 25, foi diferente. De férias e com passagens compradas para o Rio de Janeiro, o casal aguardou pacientemente por duas horas para que as nuvens se dissipassem e as operações do aeroporto retornassem. “Como não estamos trabalhando, tudo bem aguardar, mas e se tivesse outra conexão ou um compromisso importante?”, questionou Santos.

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