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Novo sobrevoo na região do Taim deve estimar área afetada por incêndio

Até ontem, cerca de 1,4 mil hectares foram consumidos

Fumaça cobre área da reserva ecológica atingida por incêndio no Sul
Fumaça cobre área da reserva ecológica atingida por incêndio no Sul Foto : Comando do 5º Distrito Naval / Divulgação / CP
Um novo sobrevoo previsto para esta sexta-feira na região da Estação Ecológica do Taim, no sul do Estado, deve revelar uma nova estimativa do total da área afetada pelo incêndio que já dura mais de 60 horas. Até quinta, o fogo já tinha consumido pelo menos 1,4 mil hectares de vegetação, conforme o chefe da estação, Henrique Horn Ilha.

O atraso na chegada de dois aviões do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração da reserva, vindos da Bahia, dificulta a extinção das chamas. As aeronaves devem chegar nesta sexta-feira para auxiliar no combate. Ambas têm capacidade para despejar 2 mil litros de água cada. Enquanto isso, dois aviões agrícolas seguem sendo utilizados – cada um com capacidade de 600 litros de água. O trabalho também é feito por terra, com duas lanchas.

Causa e impacto do incêndio


O primeiro foco de incêndio foi percebido por volta das 9h de terça-feira. A causa mais provável é de que um raio tenha atingido o local e iniciado o fogo. Quanto ao impacto sobre os animais da reserva ecológica, Ilha afirmou que pode ser maior sobre os répteis e anfíbios devido à sua mobilidade menor. No entanto, por se tratar de área de banhado, é possível que muitos consigam se proteger do fogo ao mergulhar na água.

A reserva do Taim fica no extremo sul do Estado e ocupa uma área de cerca de 34 mil hectares – parte no município de Santa Vitória do Palmar e parte em Rio Grande. A finalidade é a preservação de um grande viveiro natural de animais e vegetais distribuídos em banhados, campos, lagoas, praias arenosas e dunas litorâneas.

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