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Nutricionista alerta que índice de sobrepeso pode aumentar na Capital

Pesquisa revelou que Porto Alegre tem maior número de pessoas com excesso de peso

A nutricionista Débora Vargas alertou que os atuais índices de sobrepeso registrados em Porto Alegre podem aumentar nos próximos anos caso a população continue exercitando-se pouco e se alimentando cada vez pior. “A queixa das pessoas é que falta tempo para tomar um bom café da manhã, fazer pelo menos três refeições diárias e exercícios físicos regulares. Tudo isso demanda um planejamento alimentar”, afirmou.

Segundo Débora, o inverno mais rígido do que outras capitais brasileiras seria um fator para o índice verificado em Porto Alegre. “Em dias de temperatura baixa é mais comum o consumo de alimentos calóricos como massas e doces, além do vinho. Já o leite integral é para crianças em fase de desenvolvimento. Adultos devem tomar o produto desnatado ou semi-desnatado. A vantagem em tomar refrigerante é zero e o custo para tratar a obesidade é caro demais”, frisou.

Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde divulgou que Porto Alegre é a cidade com maior número de pessoas com excesso de peso: duas em cada 10 portoalegrenses estão obesas e 55,4% das pessoas estão acima do peso ideal. A Capital também lidera o índice de fumantes – um quarto dos homens (24,6%) e um quinto das mulheres (20,9%) têm o hábito de fumar.

Segundo a pesquisa, o excesso de peso na população também está ligado a fatores como a idade. O envelhecimento tem forte influência nos indicativos – sobretudo femininos. Os dados demonstram ainda que a população se alimenta de forma inadequada e consome gordura saturada em excesso. Em Porto Alegre, 60,7% dos homens e 50,7 % das mulheres estão acima da medida ideal, que é Índice de Massa Corporal (IMC) – razão entre o peso e o quadrado da altura.

A pesquisa indica que o excesso de peso e a obesidade aumentaram no Brasil no período de 2006 a 2011. No período, a proporção de pessoas acima do peso passou de 42,7% para 48,5%, enquanto o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8% no mesmo período. Para este estudo, foram entrevistados 54 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal, entre janeiro e dezembro de 2011.

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