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Nuvem de cinzas de vulcão já está sobre Porto Alegre

Pôr-do-sol foi mais escuro na Capital, e a densidade da pluma deve aumentar. Veja fotos

Densidade da pluma tende a aumentar nas próximas horas
Densidade da pluma tende a aumentar nas próximas horas Foto : Mauro Schaeffer
Os primeiros sinais da nuvem de cinzas do complexo vulcânico chileno Puyehue foram observados em Porto Alegre no começo da noite desta quinta-feira, segundo a MetSul Meteorologia. O pôr-do-sol na Capital foi acizentado por conta disso e a densidade da pluma tende a aumentar nas próximas horas. Situação semelhante ocorreu em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, por volta das 17h.

Quatro companhias aéreas suspenderam as atividades no Aeroporto Internacional Salgado Filho. TAM, Gol, Azul e NHT confirmaram que, por motivos de segurança, só vão avaliar a retomada dos trechos a partir da manhã de sexta.

Fronteira Oeste

As cinzas expelidas pelo vulcão, que entrou em atividade no último sábado, voltaram a ingressar no Estado, pela fronteira com o Uruguai, às 11h desta quinta-feira. A nuvem de partículas avançou rapidamente em direção ao Centro do Estado.

Na maioria dos locais, as cinzas somente serão percebidas por um tom mais escuro no céu, como se fosse uma névoa em altitude. A chance de precipitação de cinzas localizada é pequena, apesar da possibilidade não ser descartada.


Imagem de satélite mostra as cinzas (na cor amarela) sobre Porto Alegre / Crédito: MetSul/ CP

Monitoramento

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou ontem que monitora a nuvem e as informações são recebidas a cada três horas ou sempre que houver alguma mudança significativa. O trabalho é feito pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), por meio de informações trocadas com o Volcanic Ash Advisory Centres da Argentina – instituto responsável pelo monitoramento da situação na região.

Segundo a FAB, as nuvens vulcânicas apresentam, em sua composição, um material semelhante ao vidro. Essa substância, em contato com as turbinas das aeronaves, pode derreter e provocar danos como o apagamento dos motores. “Além disso, há o risco da falta de visibilidade e dos gases tóxicos para as tripulações e passageiros”, explicou o tenente coronel aviador Flavio Antonio Coimbra Mendonça, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).


Pôr-do-sol na Capital foi acizentado e a densidade da pluma tende a aumentar | Crédito: Mauro Schaefer

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