“O corrimão da boate usado para organizar as filas, trancou as pessoas,” recorda. “Parecia um arame, as pessoas batiam e caíam. Eu ajudei a arrancar os corrimões,” relata. Assim como Bortolotto, muitas pessoas que conseguiram escapar voltaram para salvar outras vítimas. “Os bombeiros também passaram mal intoxicados pela fumaça.”
“Uma menina morreu nos meus braços, senti o coração dela parar de bater. Eu só tinha visto em cena de cinema”, conta. “Mesmo correndo risco, as pessoas se atiravam para dentro da boate para salvar vidas. As ambulâncias não davam conta dos feridos," lembra. "Não conseguimos usar a saída de emergência. Quem ficou no fundo da boate não teve chance," lamenta.