As últimas três eleições para presidente das seccionais da OAB haviam sido feitas por meio eletrônico. “Vai ser um trabalho bastante difícil, porque já não temos mais a estrutura para fazer a eleição em urnas de lona e cédulas de papel”, afirmou a presidente da Comissão Eleitoral da OAB/RS, Lúcia Kopittke. “Mas ainda temos alguma esperança de que haja compreensão, que a ministra (Carmen Lúcia, presidente do TSE) tenha um ato de generosidade”, acrescentou. O tribunal suspendeu o empréstimo dos equipamentos até julho de 2013.
A mudança deve provocar atraso na apuração dos votos. “Se o resultado sair no dia seguinte, já estamos muito felizes. Acreditamos que até o final da segunda noite não teremos o resultado”, observa Lúcia. Ela ressalta que o transporte de urnas do interior do Estado para a Capital vai onerar o processo. As eleições ocorrem em nível local (subseções), estadual (seccionais) e nacional. O prazo para a inscrição de chapas encerra-se no dia 19 de outubro. Em âmbito estadual, ainda não foram protocoladas candidaturas para a sucessão do atual presidente, Cláudio Lamacchia – que ainda não anunciou se vai disputar a reeleição.
“A chapa é constituída de presidente, vice-presidente, secretário, secretário-adjunto e tesoureiro. Todos devem ser advogados há mais de cinco anos, estarem quites com a tesouraria da ordem até 30 dias antes da eleição e não estarem sofrendo nenhum processo ético-disciplinar”, explica a presidente da Comissão Eleitoral.
A votação é obrigatória para todos os advogados regularmente inscritos na OAB, sob pena de multa. Quem faltar ao processo eleitoral terá de apresentar justificativa e documento que comprove a razão que o impediu de votar. No interior do Estado, os locais de votação serão determinados pelas comissões eleitorais das subseções. No Rio Grande do Sul, a OAB conta com 106 subseções.