A façanha das aves, que batiam as asas desajeitadamente, chamou a atenção do protético Roberto Junges, estabelecido no 21º andar da Galeria do Rosário. "A mãe passa o dia entre indas e vindas às ilhas do Guaíba em busca de alimento para a ninhada", relatou.
Junges disse que o casal chegou ao local há cerca de três meses. Durante este período de convivência à distância, o protético afirmou não ter enfrentado transtornos com as aves de rapina. Lembrou que, há três anos, o prédio também serviu de moradia para uma águia agressiva, que não se intimidava sequer com a possibilidade de levar uma "vassourada". "O pessoal tentava espantá-la, mas ela atacava a vassoura", recordou. Há quatro meses, foram dois casais de papagaios que "roubaram a cena". No entanto, assim como chegaram, eles sumiram "sem pedir licença".
Quatro filhotes nasceram no local e, nesta quinta-feira, voaram pela primeira vez | Foto: Vinícius Roratto