A licitação irá se dar por Regime Diferenciado de Contratação (RDC). Segundo o engenheiro do Dnit responsável pelo projeto, Carlos Vieira, o processo feito nos moldes da lei 8.666/93 pode levar até dois anos. Com o RDC, a previsão é de que a empresa que irá executar a obra - incluindo o projeto básico e executivo - seja conhecida em janeiro ou fevereiro do próximo ano.
Em razão desse regime, segundo o engenheiro, o orçamento da obra é sigiloso, embora uma estimativa inicial tenha apontado um custo de R$ 900 milhões. “É um leilão entre as empresas. O Dnit lança o projeto e as empresas é que dão o seu preço para isso”, observa. “Só quem tem acesso a eles são os órgãos de controle.”
Cerca de 850 famílias que vivem no entorno do local onde será construída a ponte - a um quilômetro da atual - deverão ser reassentadas. A forma como isso deverá ocorrer ainda está em discussão. O empreendimento afeta a Ilha Grande dos Marinheiros e as vilas Tio Zeca e Areia.
O anteprojeto apresentado, que custou R$ 5,7 milhões, irá orientar o planejamento da obra, porém alterações futuras poderão ser feitas. A nova ponte do Guaíba terá 7,3 km de extensão e 28 metros de largura, incluindo acostamento. A estrutura conta com dois vãos para a passagem de grandes embarcações.
O líder do Movimento Ponte do Guaíba, Luiz Domingues, deixou a audiência pública descrente com as soluções apresentadas. De acordo com ele, faltam garantias com relação ao meio ambiente, o que poderá prejudicar o andamento da obra.
Pela atual ponte, construída em 1958, passam diariamente mais de 50 mil veículos. O tráfego no trecho é interrompido duas a quatro vezes por dia, por cerca de 30 minutos, devido ao içamento do vão móvel para a passagem de embarcações.